Violência

Artista morre após ser esfaqueado na Rua Mamede Simões, Centro do Recife


Conhecido como Japa Rua, jovem de 25 anos morreu após discussão em um bar. Testemunhas contam que ele ainda chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos

JC
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Publicado em 08/01/2022 às 21:55
Reprodução/Instagram
SANTO AMARO Japa Rua não percebeu que havia sido esfaqueado - FOTO: Reprodução/Instagram
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Um artista de 25 anos morreu foi esfaqueado e morreu após uma discussão na Rua Mamede Simões, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. Andreyvson Richard da Silva era conhecido como Japa Ru por seu trabalho pela cidade, recitando poesias nas rua e no transporte público. Ele também participava de grupos de grafitagem e de batalhas de hip hop. A morte gerou revolta entre movimentos sociais pela morte precoce de um jovem negro que lutava por justiça social. 

De acordo com testemunhas, por volta das 23h30 da quinta-feira (6), Japa teria se envolvido em uma discussão com o agressor, que fugiu. O artista teria chegado a correr atrás dele, mas voltou e sentou na cadeira de um dos bares da rua. Foi então que Japa percebeu que estava ferido.

Testemunhas informaram ainda que uma pessoa amiga colocou uma camisa no ferimento para estancar o sangue e Japa foi socorrido em um carro particular para o Hospital da Restauração, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada da sexta-feira (7).

Investigação

A Polícia Civil informou, em nota, que as investigações do caso foram iniciadas. Até a publicação desta matéria nenhum suspeito havia sido preso.

Nas redes sociais, movimentos do hip hop divulgaram uma nota pedindo justiça pela morte do rapaz. "O assassinato de Japa sinaliza como a cidade do Recife se importa com as vidas negras, principalmente numa rua que é extremamente simbólica por ser frequentada por grande parte da branquitude recifense. Nos perguntamos como teria sido a comoção e intervenção se o mesmo tivesse ocorrido com um jovem branco de classe média que frequenta esses mesmos bares", escreve o movimento.

Revoltado, Luciano Izidio de Melo Silva, pai de Andreyvson, diz que quer justiça pelo filho, a mesma justiça que se daria a um jovem branco que enfrentasse a mesma situação.

O enterro será neste domingo (9), às 10h, no Cemitério da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife.

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