CRIME

Caso Beatriz: Lucinha Mota diz que 'problemas da escola' podem ter motivado crime


Para Lucinha Mota, problemas do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde ocorreu o crime, podem ser a motivação do assassinato de Beatriz

Gustavo Henrique Marcelo Aprígio
Gustavo Henrique
Marcelo Aprígio
Publicado em 12/01/2022 às 14:18
BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Lucinha Mota é mãe de Beatriz Angélica, morta a facadas há pouco mais de seis anos em Petrolina - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Após a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) revelar detalhes até então desconhecidos do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, como a motivação do crime e a ausência de mandates, a mãe da garota, Lucinha Mota disse que não acredita que sua filha tenha sido morta de forma aleatória e que ela tenha sido escolhida pelo suspeito.

A mãe de Beatriz disse, em entrevista à reportagem da TV Jornal, que problemas no colégio onde a garota estudava e foi encontrada morta podem ter tido alguma relação com o crime.

"Nós não tínhamos inimigos, não tínhamos rixa, não tínhamos dívidas, não tínhamos problema nenhum. Mas o colégio tem", concluiu.

Autor do crime preso

Sobre a prisão do suspeito, Lucinha declarou que confia que foi ele mesmo o homem que assassinou a pequena Beatriz. "Eu acredito [que ele seja o assassino], pelos elementos que eles apresentaram, que é o exame de DNA, que é incontestável, e as características físicas. Mas isso só não é suficiente", declarou.

"Isso é uma fé de mãe, uma fé da família que está desesperadamente em busca de justiça. Então a gente se apega a tudo e todos os detalhes", completou.

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Mandante do crime

Apesar das autoridades afirmarem que o suspeito agiu sozinho e sem mandante, Lucinha Mota acredita que o assassino de Beatriz tenha agido a mando de alguém. A mãe de Beatriz afirmou, ainda, que problemas do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde ocorreu o crime, podem ser a motivação.

"Todo crime tem uma motivação e a forma como foi praticada é muito violenta, praticada com muito ódio. Eu já conversei com diversos especialistas, nosso advogado, doutor Alex, é a pessoa certa para falar a respeito, mas ali existe uma relação entre as duas partes. Foi da família? Não foi, porque eles não encontraram, porque não tem", pontuou.

Embora a polícia não tenha divulgado a identidade do suspeito, segundo o portal G1, ele chama-se Marcelo da Silva, de 40 anos. Ele já estava preso em Salgueiro, no Sertão do Estado.

Relembre o caso Beatriz

Beatriz Angélica Mota foi morta no dia 10 de dezembro de 2015, aos 7 anos, durante uma festa de formatura da escola em que estudava na cidade de Petrolina, no Sertão Pernambuco. O pai da menina era professor da escola.

A criança desapareceu quando avisou à mãe que iria beber água. Após estranhar a demora da filha, as pessoas começaram a procurar pela menina, que foi encontrar morta com 42 facadas, dentro de uma sala desativada.

O caso se arrastava há mais de 6 anos. A mãe de Beatriz, Lucinha Mota, nunca desistiu de lutar por justiça pelo assassinato da filha e realizou diversas manifestações ao longo dos últimos anos.

No final de 2021, ela fez uma romaria, saindo de Petrolina até a capital pernambucana para cobrar pessoalmente ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, pelo desfecho do caso.

Rede Salesiana Brasil - Auxiliadora Petrolina

O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, tendo em vista as informações repassadas pelo Secretário de Defesa Social do Estado de Pernambuco em entrevista realizada no dia de ontem (12/01/2022), de que após exames periciais de DNA conseguiu-se identificar executor do crime da menor Beatriz Moto, vem a público manifestar que respectivas informações, nesse primeiro momento, trazem alento a toda comunidade Salesiana, que tanto busca pela solução deste caso. Reafirmamos que nos solidarizamos com os pais e familiares de Beatriz Mota e que continuamos colaborando, irrestritamente, com as investigações sempre que somos acionados. Rogamos pela continuidade das apurações, confiando plenamente na Justiça, Polícia Civil do Estado-PE e Ministério Público-PE para a solução do caso.

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