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‘’Não estou bem’’, revela mãe Miguel durante missa de 30 dias da morte do menino


Mirtes Renata contou que é muito doloroso não ter o filho ao seu lado

Robert Sarmento
Robert Sarmento
Publicado em 02/07/2020 às 20:50
Yaci Ribeiro/JC Imagem
FOTO: Yaci Ribeiro/JC Imagem
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A missa de 30 dias da morte de Miguel Otávio Santana da Silva foi realizada nesta quinta-feira (02), em uma Igreja Católica localizada no bairro do Barro, Zona Oeste do Recife. A celebração teve que ser restrita a 50 pessoas, por causa da pandemia do novo coronavírus. Durante a celebração em lembrança de Miguel, Mirtes Renata revelou o tamanho da dor que sente pela ausência do filho.

‘’Para mim é doloroso ter que vir à uma missa de um mês e ter que a missa do meu filho. É muito difícil para mim. Eu poderia vir para qualquer outra celebração, mas nunca pensei que fosse por ser um mês da morte do meu filho. Eu sou sincera. Não estou bem. Estou aqui, mas não estou bem’’, revelou Mirtes.

Sarí indiciada

O inquérito da morte de Miguel Otávio Santana da Silva indiciou Sarí Corte Real por abandono de incapaz com resultado morte. Caso seja condenada pela Justiça, Sarí pode pegar de 4 a 12 anos de reclusão. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) tem até 15 dias para analisar o inquérito e decidir se mantém a decisão ou se muda a tipificação do possível crime, de acordo com a apuração do Por Dentro.

Relembre o caso

O menino Miguel Otávio Santana da Silva caiu do 9º andar do condomínio Píer Maurício de Nassau, também conhecido como Torres Gêmeas, no bairro de Santo Antônio, na área central do Recife. Ele era filho de Mirtes Renata Santana de Souza, empregada doméstica de Sarí Corte Real, esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB). O fato aconteceu no dia 2 de junho, quando Sarí mandou Mirtes passear o cachorro da família e se responsabilizou por olhar o garoto.