LITORAL

Caravelas aparecem em praias do Litoral Sul de Pernambuco e em Maragogi, na divisa com Alagoas

Vários banhistas aproveitaram o momento para fazer vídeos e fotos das caravelas

Caravelas aparecem em praias do Litoral Sul de Pernambuco e em Maragogi, na divisa com Alagoas

Caravelas aparecem em praias de Pernambuco e Alagoas - Foto: João Castelo Branco/Cortesia

Por Adriana Victor | avictor@sjcc.com.br

Para os que tiverem pensando em ir à praia neste final de semana, vale ficar atento. Muitas caravelas foram avistadas na faixa de areia tanto no Litoral de Pernambuco quanto no de Alagoas nos últimos dias. A quantidade impressionou banhistas, que fizeram vídeos e fotos para documentar a proliferação das caravelas.

Em Maragogi (AL), o designer João Castelo Branco conta que elas se espalharam por mais de um quilômetro. E que um adolescente, Lucas Moreira Marques, de 14 anos, que estava com ele e um grupo de amigos, acabou se queimando. “Ele mergulhou e saiu com o dedo doendo, muito vermelho, achando que tivesse batido em algo e torcido o dedo”, conta João. “Depois, percebemos que Lucas tinha sido queimado por uma caravela”.

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Os irmãos empresários Brenna e Álvaro Leal fizeram os registros de caravelas espalhadas pela areia na Praia dos Carneiros, na cidade pernambucana de Tamandaré. “Eu nunca tinha visto isso na minha vida. Isso tudo é caravela”, diz Brenna, mostrando na imagem de dezenas delas na beira da água. “Agora quem entra num mar desses?”, questiona.

Riscos

O perigo das caravelas que é seus tentáculos soltam toxinas quando tocam na pele dos banhistas, podendo provocar queimaduras. “Elas podem causar danos à saúde, principalmente se mantemos contato com seus tentáculos”, alertou Clemente Coelho Júnior, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE). “O importante é que não se toque nelas. Caso sejam encontradas caravelas maiores, é bom que se avise aos salvaguardas e às autoridades locais''.

Milhões de anos

As caravelas, conhecidas como caravelas portuguesas em algumas regiões - pela semelhança com embarcações e por estarem sempre flutuando, sem afundar - têm mais de 600 milhões de anos. Fazem parte do grupo dos ‘cnidários’ e seu nome científico é Physalia physalis.

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