COVID-19

Infectologista explica que transporte público pode ser vetor importante na propagação do coronavírus

''A gente ainda tem que ter muito cuidado’’, contou o infectologista, Bruno Ishigami, em relação ao coronavírus

Infectologista explica que transporte público pode ser vetor importante na propagação do coronavírus

Transporte público lotado pode ajudar na propagação do novo coronavírus, afirma infectologista - Foto: Bruno Campos/TV Jornal

Após o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) ter apontado em levantamento que o transporte público não é o principal vetor do coronavírus, nesta terça-feira (04), a equipe de reportagem da TV Jornal entrevistou um infectologista para dar a explicação médica sobre o papel da aglomerações nos transportes públicos na propagação o novo coronavírus. 

‘’A gente vive com ônibus superlotados e isso pode ser sim um fator importante (para o novo coronavírus). É uma área abafada, com muita gente, muita gente uma perto da outra, muitas superfícies de contato, mas desde que a gente consiga respeitar as medidas de distanciamento social, que a gente consiga garantir que os passageiros não fiquem um em cima do outro, garantir que os passageiros vão estar usando máscaras o tempo todo. Então assim, a gente ainda tem que ter muito cuidado’’, explicou o infectologista, Bruno Ishigami.

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Mesmo com a determinação dos órgãos de saúde, para manter o distanciamento social de mínimo 1,5 metro como medida de prevenção, os registros são de Terminais Integrados cheios e ônibus lotados. Análise dos dados a Urbana-PE comparou os números das últimas semanas epidemiológicas do novo coronavírus, que foram do dia 24 de maio a 31 de julho.

‘’Há um estudo realizado em Nova Iorque (nos Estados Unidos) que estabelece que de todo o universo de pessoas hospitalizadas pelo novo coronavírus naquela cidade, apenas 4% da pessoas estavam utilizando regularmente o transporte coletivo. A conclusão que tiramos é que não há uma relação direta entre a utilização do transporte e o contágio’’, afirmou o diretor de Inovação da Urbana-PE, Marcelo Bandeira.

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Resposta da Urbana-PE

Sobre o problema de superlotação nos ônibus, a Urbana-PE disse que fez esse levantamento com intenção de ajudar no modelo de gestão de demanda para saber onde está havendo problema para os passageiros, podendo corrigir com uma melhor distribuição da frota ao longo do dia. 

Nota da Prefeitura do Recife

Elaborado sob a coordenação técnica do Porto Digital, o Dados e Análises para Decisões e Operações (D.A.D.O) é uma plataforma de dados e algoritmos para facilitar e instrumentar a tomada de decisão sobre qualquer operação de interesse da cidade e está dividido em Indicadores de Risco da Cidade, Risco por Microrregião e Matriz de Prioridade de Abertura de Atividades.

O indicador de Risco da Cidade é calculado a partir da análise de índices do sistema de saúde – como a ocupação de UTIs e progressão de casos e óbitos por covid-19, índice de isolamento social e outros. A plataforma, lançada em junho deste ano, é aberta para consulta da população e pode ser conferida através do endereço https://novocoronavirus.recife.pe.gov.br/.

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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