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Mãe explica o porquê de ter abandonado as quatro filhas no Recife e querer a guarda de volta

''Como todo mundo tem seu momento de fraqueza, eu também tive'', disse mãe das meninas ao repórter Waldson Balbino

Robert Sarmento
Robert Sarmento
Publicado em 25/11/2021 às 20:16
Reprodução/TV Jornal
FOTO: Reprodução/TV Jornal
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Em entrevista à TV Jornal, exibida nesta quinta-feira (25), no programa O Povo na TV, a mãe das quatro meninas que foram abandonadas por ela dentro de casa, na Comunidade do Pilar, no Recife, explicou o porquê de ter deixado as crianças, que têm entre 2 e 11 anos, sozinhas por um mês. O caso gerou a revolta dos vizinhos. Apesar do abandono, a mãe diz que vai lutar pela guarda das crianças, que haviam sido levadas para o Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), onde foi registrado um boletim de ocorrência por abandono de incapaz.

''Como todo mundo tem seu momento de fraqueza, eu também tive. Acabei indo para a rua, fazendo coisas que não devia. Independente de qualquer coisa, estou aqui. Sempre lutei pelas minhas filhas e vou continuar. Não preciso ter vergonha do passado. Tenho que construir um futuro para mim e minhas filhas'', afirmou.

Onde estão as crianças?

A menina mais velha, inclusive, chegou a fugir da polícia e foi encontrada duas horas depois na casa da avó paterna. As crianças, de dois e quatro anos, estão uma casa de acolhimento. Já as outras duas, de sete e 11 anos, continuam casa de uma tia por parte de pai, que manifestou interesse em ficar com as meninas.

Por que abandonou as filhas?

De acordo com a mãe revelou que estava utilizando drogas e se arrepende das consequências dos atos. Após a reportagem da TV Jornal, exibida na quarta-feira (24), ela decidiu procurar as filhas.

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''Eu deixei as meninas sob responsabilidade de uma vizinha. Depois, ela iria ficar pegando dinheiro comigo na praça do Mercado de São José, mas eu surtei, comecei a me drogar e não vi o tempo passar. Eu vi a repercussão, mas não estava em um estado bom. Não tinha nem condições de me levantar. Acordei uma nova pessoa. Sempre lutei e vou continuar, independente do que as pessoas falem'', concluiu a mãe das meninas.

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