TRAGéDIA

'Ela morreu nos meus braços', diz mãe de criança de um ano morta após cair em cisterna

A criança morreu no último domingo (24)

'Ela morreu nos meus braços', diz mãe de criança de um ano morta após cair em cisterna

Mãe de criança morta em cisterna concede entrevista - Foto: Reprodução/TV Jornal

"Doí muito. É uma dor que não tem fim". É assim que a mãe da pequena Sofia, de apenas um ano, morta após cair em uma cisterna na casa da tia em São Lourenço da Mata, no último domingo (24), descreve a perda da filha. A mulher concedeu entrevista exclusiva à reportagem da TV Jornal na tarde desta segunda-feira (25). Bastante abalada, ela contou como foram os últimos momentos com a filha e como era seu dia-a-dia com a sua bebê. Veja a entrevista:

"Ela morreu nos meus braços", relatou Cícera descrevendo o momento em que soube a situação e tentou socorrer a filha. Ela contou que as crianças da casa costumavam brincar próximo a casa da irmã e que não imaginava que elas iriam até a área que fica a cisterna. 

Sofia era a caçula entre as três filhas de Cícera. As irmãs perguntam constantemente por ela e a mãe conta que ela virou uma estrelinha e foi morar com Deus. O pai de Sofia estava trabalhando no momento do incidente e, quando soube, ficou muito abalado. "Ele está em choque até agora. Ele não está nele mesmo. Ele não acredita", descreve a mãe, acrescentando que o marido não conseguiu nem ir ao Instituto Médico Legal (IML) liberar o corpo da filha. 

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Socorro

Quem tirou a criança de dentro da água foi a tia dela, irmã de Cícera. Ao chegar no posto médico, os batimento de Sofia já estavam com uma frequência baixa. "O doutor disse que o batimento dela estava 60%. E ela estava saindo espuma pela boca e pelo nariz". Ao chegar no Hospital da Restauração, a médica que atendeu informou que a criança já estava morta. 

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Uma criança alegre e carinhosa

"Ela era o xodó da família. Era uma menina alegre, feliz que gostava de brincar, de tomar muito banho", relatou a mãe. A mulher também contou que ela tinha o costume de sempre abraçá-la e de chama-la de "mama". A pequena tinha muita energia e adorava correr pela casa de manhã. "A primeira coisa que ela fazia quando acordava, era olhar pra mim, sorrir e me abraçar", contou. 

A cisterna

De acordo com Cícera, pelo local onde ocorreu a tragédia ser área rural, o reservatório de água sempre ficou aberto. No passado, já ocorreu um acidente com um irmão dela na cisterna. "Mas a gente nunca imaginava que ela iria descer com minha sobrinha", relatou. 

Cisterna localizada no quintal da residência onde a tragédia aconteceu.
Cisterna localizada no quintal da residência onde a tragédia aconteceu.
Reprodução / TV Jornal

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