Tragédia

'Ela morreu nos meus braços', diz mãe de criança de um ano morta após cair em cisterna


Bastante abalada, a mãe da pequena Sofia contou como foram os últimos momentos com a filha e como era seu dia-a-dia com a sua bebê

Catêrine Costa
Catêrine Costa
Publicado em 25/10/2021 às 17:00
Reprodução/TV Jornal
FOTO: Reprodução/TV Jornal
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"Doí muito. É uma dor que não tem fim". É assim que a mãe da pequena Sofia, de apenas um ano, morta após cair em uma cisterna na casa da tia em São Lourenço da Mata, no último domingo (24), descreve a perda da filha.

Cícera, mãe da pequena Sofia, concedeu entrevista exclusiva à reportagem da TV Jornal na tarde desta segunda-feira (25). Bastante abalada, ela contou como foram os últimos momentos com a filha e como era seu dia-a-dia com a sua bebê.

Veja a entrevista

"Ela morreu nos meus braços", relatou Cícera descrevendo o momento em que soube da situação e tentou socorrer a filha. Ela contou que as crianças da casa costumavam brincar próximo a casa da irmã e que não imaginava que elas iriam até a área que fica a cisterna.

Sofia era a caçula entre as três filhas de Cícera. As irmãs perguntam constantemente por ela e a mãe conta que ela virou uma estrelinha e foi morar com Deus. O pai de Sofia estava trabalhando no momento do incidente e, quando soube, ficou muito abalado.

"Ele está em choque até agora. Ele não está nele mesmo. Ele não acredita", descreve a mãe, acrescentando que o marido não conseguiu nem ir ao Instituto Médico Legal (IML) liberar o corpo da filha.

Socorro

Quem tirou a bebê Sofia de dentro da água foi a tia dela, irmã de Cícera. Ao chegar no posto médico, os batimento de Sofia já estavam com uma frequência baixa. "O doutor disse que o batimento dela estava 60%. E ela estava saindo espuma pela boca e pelo nariz". Ao chegar no Hospital da Restauração, a médica que atendeu informou que a criança já estava morta.

Sofia era uma criança alegre e carinhosa

"Ela era o xodó da família. Era uma menina alegre, feliz que gostava de brincar, de tomar muito banho", relatou a mãe de Sofia. A mulher também contou que ela tinha o costume de sempre abraçá-la e de chama-la de "mama". A pequena tinha muita energia e adorava correr pela casa de manhã. "A primeira coisa que ela fazia quando acordava, era olhar pra mim, sorrir e me abraçar", contou.

A cisterna na casa da tia da bebê Sofia

De acordo com Cícera, pelo local onde ocorreu a tragédia ser área rural, o reservatório de água sempre ficou aberto. No passado, já ocorreu um acidente com um irmão dela na cisterna. "Mas a gente nunca imaginava que ela iria descer com minha sobrinha", relatou.

Cisterna localizada no quintal da residência onde a tragédia aconteceu.
Cisterna localizada no quintal da residência onde a tragédia aconteceu.
Reprodução / TV Jornal

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