CASO BEATRIZ

Suspeito do caso Beatriz é considerado foragido, diz delegada

TV Jornal / JC Online

-Reprodução/ TV Jornal

Em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta quinta-feira (13), a delegada Polyanna Neri, que está à frente do caso Beatriz há um ano, informou que a polícia ainda não conseguiu localizar Alisson Henrique Carvalho e ele já é considerado foragido. A prisão preventiva dele foi decretada nessa quarta-feira (12) pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e deve ser cumprida até esta quinta. O ex-prestador do Colégio Maria Auxiliadora, onde a criança foi encontrada morta em 2015, é suspeito de apagar as imagens da câmara de segurança da instituição no dia do crime.

"Recebi a comunicação de um delegado, colega de trabalho, que Alisson iria se apresentar", informou a delegada Polyanna Nery, que ainda está em Recife, devido à audiência do TJPE nessa quarta. "Acredito que um familiar informou ao delegado que ele iria se apresentar", explicou. 

A delegada ainda informou, em entrevista, que está trabalhando incansavelmente com a sua equipe para desvendar o assassinato.

Família faz oração em frente ao colégio

A família da menina Beatriz realizou uma corrente oração na manhã desta quinta-feira (13) em frente ao colégio onde a criança estudava em Petrolina, no Sertão do Estado. O assassinato completou três anos nessa segunda-feira (10).

"Senhor, nos ajuda, nos dá direcionamento. Dá inteligência a esses investigadores", pediu a mãe da criança, Lúcia Mota. "Nós sabemos que Alisson é apenas o primeiro. Nós sabemos que outros estão envolvidos. Que a verdade, senhor, venha a tona. Que todos eles paguem por esse crime hediondo que eles cometeram", disse.

Durante a oração, Lúcia Mota, que estava bastante emocionada, afirmou que uma verdadeira investigação começa nesta quinta para desvendar o assassinato de sua filha. 

"Somos todos Beatriz. Nós queremos justiça. Nós queremos respostas. Nós queremos prisão", finalizou a família.

Relembre o caso

Beatriz Mota desapareceu durante a festa de formatura da irmã mais velha, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, no dia 10 de dezembro de 2015. A menina pediu à mãe para beber água e sumiu em seguida. O corpo foi encontrado cerca de 40 minutos depois, com 42 perfurações de faca. O que aconteceu nesse espaço de tempo permanece um mistério, mesmo após três anos e quatro delegados no comando das investigações

Há um ano, a delegada Polyana Neri, diretora-adjunta da Diretoria Integrada do Interior 2, assumiu o caso em caráter de exclusividade.

Nessa terça-feira (12), em nota onde disseram acreditar nas instituições e no poder público, os pais de Beatriz Mota, Sandro Romilton e Lúcia Mota, cobraram a prisão do homem. No texto, Sandro e Lúcia destacam que não imputam ao ex-prestador de serviço da escola a autoria do crime de homicídio, mas “a prática de crimes diversos que de alguma forma contribuíram para que até agora não se chegasse ao resultado esperado por todos”.

De acordo com eles, a partir do momento em que gravações foram corrompidas, “não se pôde mais chegar com precisão ao autor ou autores do fato criminoso”. Em março de 2017, foram divulgadas imagens que teriam sido recuperadas e mostram o suposto assassino.

Colégio Nossa Senhora Auxiliadora Petrolina emitiu nota sobre a decisão do TJPE. Confira:

"O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora Petrolina vem a público se manifestar quanto à decisão emanada do Tribunal de Justiça de Pernambuco em relação ao ex-terceirizado, Allinson Henrique de Carvalho Cunha, declarando que confia plenamente na Justiça e na Polícia Civil do Estado para a solução do caso. No entanto, informamos que, quanto aos vários anos em que o terceirizado Allisson prestou serviço a esta instituição, não foi registrado qualquer ato que desabonasse a conduta do mesmo.

Cabe ainda esclarecimentos sobre a citação de nomes de pessoas que fazem parte do quadro atual de funcionários do colégio, com suposto envolvimento na exclusão de imagens do circuito interno da unidade escolar. Sobre este fato, pedimos especial cautela à sociedade quanto a divulgação de nomes e imagens, além de veiculação de informações não corroboradas pelas autoridades responsáveis pelas investigações. A exposição de pessoas inocentes, como já vistos em outras ocasiões, pode acarretas danos irreparáveis moral e fisicamente e incorrer em penalidades para àqueles que compartilham informações falsas.

O Colégio e seus membros a todo momento adotou uma postura colaborativa com o caso, agindo para viabilizar o trabalho das autoridades e auxiliando com as investigações. Enquanto comunidade católica, seguimos em orações para que o desfecho seja o mais breve e justo e como instituição, acataremos todas as decisões tomadas pelos poderes que trabalham na elucidação do crime."

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