LIBERDADE

Caso Patrícia Wanderley: suspeito vai responder em liberdade

O caso aconteceu em novembro do ano passado. Guilherme José de Lira Santos, 47 anos, é suspeito de provocar o acidente

Caso Patrícia Wanderley: suspeito vai responder em liberdade

Inquérito aponta que o acidente em que a engenheira Patrícia Wanderley morreu foi causado de forma proposital pelo ex-companheiro dela - Foto: Foto: Acervo Pessoal

O representante de medicamentos, suspeito de ser responsável pela morte da ex-companheira, vai responder o caso de feminicídio em liberdade. A defesa de Guilherme José de Lira Santos, 47 anos, comemorou a decisão da justiça e afirmou que vai provar que o suspeito tentou frear o veículo. Ele é acusado de ter causado a morte da esposa durante um acidente, no início do mês de Novembro de 2018, no bairro da Boa Vista, na área central do Recife

Confira:

 

O tio da vítima, Marcílio Cursino, enviou uma mensagem de vídeo para a produção do Por Dentro com Cardinot e afirmou que a família está bastante abalada com a decisão da justiça e que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) deverá recorrer a decisão.

Relembre o caso

O acidente aconteceu no dia 4 de novembro de 2018. Guilherme e a mulher, a Patrícia Cristina Araújo Santos, de 46 anos, engenheira de tecnologia da informação, se envolveram em um acidente de carro, na Rua Fernandes Vieira. O veículo onde eles estavam bateu em uma árvore. Patrícia, segundo a polícia, estava sem cinto de segurança e morreu na hora. Guilherme sofreu apenas ferimentos leves.

Na época, o representante de medicamentos disse que perdeu o controle do veículo ao passar no meio fio. No entanto, durante as investigações e depoimentos de familiares da vítima, a polícia chegou à conclusão de que o acidente foi planejado e provocado por Guilherme com a intenção de matar a mulher.

#UmaPorUma

Existe uma história para contar por trás de cada assassinato de mulher em Pernambuco. Uma por uma, vamos contar todas. Mapear onde as mataram, as motivações do crime, acompanhar a investigação e cobrar a punição dos culpados. Um banco de dados virtual, com os perfis de vítimas e agressores, além dos trágicos relatos que extrapolam a fotografia da cena do crime. Entender como e por que aquelas mulheres chegaram até ali. Neste especial, a dor que não vai passar. Mas que gera – precisa gerar – reação, cobrança, enfrentamento. Para ajudar a prevenir e, principalmente, salvar vidas. 

COMENTÁRIOS

Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.