ACIDENTE

Caso Miguel: Advogado de Sarí vai à delegacia no Recife para acompanhar inquérito

A Polícia Civil tem um prazo de 30 dias para concluir o inquérito

Caso Miguel: Advogado de Sarí vai à delegacia no Recife para acompanhar inquérito

Pedro Avelino é o advogado da patroa da mãe de Miguel - Foto: Reprodução/TV Jornal

Pedro Avelino, advogado da patroa de Mirtes e primeira dama do município de Tamandaré, Sarí Corte Real, foi até à Delegacia de Santo Amaro, na tarde desta quarta-feira (10), para acompanhar o inquérito sobre a morte do pequeno Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos,  que morreu no dia 2 de junho após cair do 9º andar do condomínio de luxo Píer Maurício de Nassau, conhecido como Torre Gêmeas, no Recife. De acordo com informações do repórter Guilherme Glória, do Por Dentro com Cardinot, o advogado não quis gravar entrevista.

Ao todo, três perícias já foram feitas no prédio onde ocorreu o acidente. Segundo os peritos, que investigam o caso, várias imagens estão sendo analisadas e estudadas. Ainda não há um prazo para os laudos sejam entregues ao delegado. A Polícia Civil tem um prazo de 30 dias para concluir o inquérito. Porém, esse prazo pode ser prorrogado dependendo do andamento das investigações.

 

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Zelador e um morador do prédio prestaram depoimento 

O zelador do condomínio de luxo Píer Maurício de Nassau, conhecido como Torre Gêmeas, onde pequeno Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, morreu após cair do 9º andar no último dia 2 de junho, prestou depoimento à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (10), na Delegacia de Santo Amaro, na Área Central do Recife. Segundo informações apuradas pelas equipe de reportagem da TV Jornal, um morador do prédio, que teria ajudado no socorro do menino, também prestou depoimento ao delegado nessa terça-feira (9). 

Ainda segundo informações, o funcionário do prédio deve voltar ainda na Delegacia para ser ouvido novamente pelo delegado responsável pelo caso, Ramom Teixeira.

Não se pronunciaram ainda

Ainda não foram ouvidas pela polícia a manicure que estaria na casa da patroa no dia da tragédia, bem como Sarí Corte Real, autuada em flagrante por homicídio culposo - quando não há intenção de matar - por deixar a criança sozinha no elevador momentos antes do acidente.

Apelo à manicure

Durante a entrevista à TV Jornal nessa terça-feira (9), a mãe de Miguel fez um apelo para a manicure que estava na casa da patroa no dia do acidente. "Eu só peço uma única coisa: Por favor, vai até a delegacia e preste esclarecimento. Eu preciso da sua ajuda. Porque tudo o que aconteceu com Miguel precisa se resolver e eu preciso da sua ajuda. Por favor, apareça e preste esclarecimento. Eliane, eu estou pedindo, é um pedido de uma mãe. Você também é mãe, se fosse com o seu filho e se eu estivesse no seu lugar, eu iria lá e dava os esclarecimentos. Por favor, eu estou pedindo por favor" apela Mirtes para manicure.

Agilidade

A família pede agilidade na conclusão do caso que ainda segue em investigação. Na tarde da segunda-feira (8), uma equipe do instituto de criminalística voltou pela terceira vez ao prédio de luxo e fez uma nova análise no trecho que Miguel percorreu dentro do elevador de serviço até o momento do acidente no nono andar do edifício.

Liberada após fiança

Na quarta-feira (3), a Polícia Civil autuou a patroa em flagrante pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A mulher, que era empregadora da mãe de Miguel, teve a identidade preservada e foi parcialmente responsabilizada pela morte da criança. Como previsto em lei, ela pagou fiança - determinada pelo delegado Ramón Teixeira em R$ 20 mil - e foi liberada. As primeiras investigações apontaram que a mulher teria permitido que o garoto subisse sozinho no elevador antes de cair do 9º andar - uma altura de 35 metros.

Uma semana da tragédia

Nessa terça-feira (9), fez uma semana da tragédia que resultou na morte do pequeno Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, após cair do 9º andar do condomínio de luxo Píer Maurício de Nassau, conhecido como Torre Gêmeas, localizado no bairro de São José, na área central do Recife, no último dia 02 de junho.

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