Intolerância religiosa

''É um racismo velado'', declara Pai de santo após decisão do MPPE

TV Jornal
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Publicado em 14/12/2018 às 16:15
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-Reprodução/TV Jornal

Uma decisão do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) quer limitar o uso de instrumentos musicais em terreiro do Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Contrário a decisão do órgão, o babalorixá e juremeiro, Kleiton de Ogum, crítica a decisão. “A nossa forma de se expressar é com o corpo, com a alma e com o cântico, com a voz, é que chama o sagrado. Você tirar o Agbê, você tirar o Ilu de uma celebração religiosa, de matriz africana é o mesmo que tirar a Bíblia do padre”, destacou.

Confira:

De acordo com Kleiton, a decisão foi movida por intolerância religiosa. “É um racismo velado, uma forma de inibir, de proibir as liturgias do espaço sagrado.”, destacou.

Decisão

A decisão do MPPE baseia-se em um termo de ajustamento de conduta, que obriga aos religiosos de matriz africana a utilizarem o instrumento uma única vez por mês e até às 22h. O que segundo o Pai de Santo, “É o mesmo que silenciar o culto religoso”.

Posicionamento

A produção do Por Dentro com Cardinot entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério Público, mas até o momento da publicação desta matéria, a promotora responsável pela ação não foi encontrada para comentar o caso.

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