Cedro

Sertão: Prefeito é afastado após investigação de desvio de recursos

A filho do prefeito, que é secretária de Finanças do município, também foi afastada. A operação Chofer investiga desvio de recursos através de empresas de fachada

com informações do NE10 Interior e TV Jornal
com informações do NE10 Interior e TV Jornal
Publicado em 19/06/2019 às 17:40
Divulgação/Polícia Federal
FOTO: Divulgação/Polícia Federal
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O prefeito do município de Cedro, no Sertão de Pernambuco, Antônio Inocêncio Leite, foi afastado das funções nessa terça-feira (18). Os policiais da Delegacia de Polícia Federal em Salgueiro cumpriram a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Além do prefeito, também foi afastada a secretária de Finanças do município, Andrezza Saraiva Leite, filha do gestor. Pai, filha, e outros investigados ficam proibidos de acessar as dependências da prefeitura. O vice-prefeito e o presidente da Câmara de Vereadores do município foram comunicados da decisão.

O afastamento foi em decorrência da operação Chofer, que investiga desvio de recursos através de empresas de fachada. Na investigação, a Polícia Federal está contando com apoio da Controladoria Geral da União (CGU).

Operação Chofer

Deflagrada no dia 15 de maio pela Polícia Federal, a operação Chofer investiga o suposto desvio de recursos públicos através de um esquema de laranjas em licitações realizadas pelo Poder Executivo. Na ocasião, foram apreendidos cerca de R$ 45 mil em espécie e R$ 160 mil em cheques, além de uma Hilux, uma pistola com registro vencido, celular e outras mídias.

A PF apreendeu documentos de processos licitatórios na prefeitura e em empresas terceirizadas. De acordo com a Polícia Federal, uma empresa era utilizada para a contratação e aquisição de materiais e serviços para obras no município de Cedro, com indícios de desvios de recursos. A investigação apontou que, pouco mais de 30 dias após a realização de um processo licitatório, foram empenhados R$ 398 mil para a aquisição de materiais e construção de reformas na cidade.

Para a polícia, a estrutura física para realizar estas tarefas era incompatível com a apresentada pela empresa, na qual um sócio era motorista do prefeito e a outra seria beneficiária do Bolsa Família. Além disso, a empresa ainda seria situada em um prédio ligado a um estabelecimento comercial de propriedade do prefeito. A operação foi batizada de Chofer devido ao papel do motorista na suposta ação criminosa. Em depoimento, o prefeito negou as acusações.

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