Medicamento

Remédio para piolho pode entrar em fase de testes para combater o novo coronavírus


O medicamento ainda está em estudo; especialista explica riscos e benefícios

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 16/04/2020 às 17:05
Kliim/istock
FOTO: Kliim/istock
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A 'invermectina' é usado para tratamento de vários tipos de infestações por parasitas, entre eles, o piolho. O remédio está em fase de estudo e pode entrar em fase de testes para saber se combate o novo coronavírus. A procura pelo medicamento nas farmácias do Recife ganhou força, na última semana, depois do anúncio do Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, Marcos Pontes.

Limitação

Para não faltar a medicação, como aconteceu com o hidroxicloroquina e o azitromicina, algumas redes, já estão limitando a compra de uma unidade por CPF.

Efeitos colaterais

A farmacêutica, Lais Freire, chama atenção para os efeitos colaterais do remédio. Veja:

Coronavírus em PE

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgou um novo balanço do número de casos de coronavírus em Pernambuco, nesta quinta-feira (16).

Foram confirmados 199 novos casos da Covid-19. Assim, o Estado totaliza 1.683 casos da doença. Também foram confirmados laboratorialmente 17 novos óbitos. Com isso, o Estado totaliza 160 mortes pela Covid-19.

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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