DENúNCIA

Mãe teria abandonado quatro filhas dentro de casa, com idades entre 2 e 11 anos, no Recife

A criança mais velha chegou a fugir do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA)

Mãe teria abandonado quatro filhas dentro de casa, com idades entre 2 e 11 anos, no Recife

Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) - Foto: Alex Oliveira/JC Imagem

Com informações de Waldson Balbino

Os moradores da região da comunidade do Pilar, no Recife, encontraram quatro crianças que teriam sido abandonadas pela mãe dentro de um barraco. Os vizinhos encontram os irmãos, entre dois e 11 anos,  vivendo sozinhos e sem comida. O abandono teria acontecido há pelo menos um mês, de acordo com uma parente das crianças. O vídeo feito por celular mostra a situação crítica que as crianças se encontravam.

As roupas sujas estavam espalhadas pela casa, a geladeira vazia, e apenas uma cama estava com colchão, onde as meninas dormiam quando foram resgatadas. A denúncia chegou ao Conselho Tutelar do Recife, que acionou a Polícia Militar, e as crianças foram levadas para o Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), onde foi registrado um boletim de ocorrência por abandono de incapaz.

Mais velha chegou a fugir

Enquanto aguardavam para fazer o boletim, a menina mais velha fugiu. A garota de 11 anos fugiu por um portão que fica na lateral da DPCA. Ao sair, ela seguiu por uma no bairro da Madalena, na Zona Oeste do Recife, com destino a Avenida Caxangá. Duas horas após o sumiço, a menina foi localizada na casa da avó paterna.

Mãe explica motivo do abandono

De acordo com a mãe revelou que estava utilizando drogas e se arrepende das consequências dos atos. Após a reportagem da TV Jornal, exibida na quarta-feira (24), ela decidiu procurar as filhas.

> Veja a entrevista completa com a mãe que abandonou as quatro filhas no Recife

''Eu deixei as meninas sob responsabilidade de uma vizinha. Depois, ela iria ficar pegando dinheiro comigo na praça do Mercado de São José, mas eu surtei, comecei a me drogar e não vi o tempo passar. Eu vi a repercussão, mas não estava em um estado bom. Não tinha nem condições de me levantar. Acordei uma nova pessoa. Sempre lutei e vou continuar, independente do que as pessoas falem'', concluiu a mãe das meninas.

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