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Protesto de comerciantes no Ceasa termina em confronto com a polícia

Policiais dispararam balas de borracha contra os comerciantes e caminhoneiros. Um comerciante que não participavam da manifestação no Ceasa foi baleado

Protesto de comerciantes no Ceasa termina em confronto com a polícia

Cosme, caminhoneiro que estava no Ceasa, foi atingido no olho - Foto: Reprodução/TV Jornal

Um grupo de caminhoneiros e comerciantes iniciou um protesto no Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa) , localizado no Curado, Zona Oeste do Recife na noite do domingo (28). Com faixas, cartazes e palavras de ordem, eles bloquearam o acesso ao centro.

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A manifestação se estendeu até a madrugada desta segunda-feira (29) e a principal reclamação dos protestantes é a baixa quantidade de caixotes disponíveis para transporte dos produtos. Outro motivo está na cobrança pela 

Outro ponto é a cobrança pela higienização das caixas, conforme prevista em lei. Pelo serviço, o Ceasa cobra R$0,55 para limpar os compartimentos dos comerciantes. 

Confronto com a polícia

Por volta das 5h da manhã de hoje (29), policiais do batalhão de choque dispararam balas de borracha e bombas de efeito moral contra os protestantes. No confronto, vários caminhoneiros ficaram feridos e até comerciantes que não estavam protestando foram atingidos. 

Padronização das caixas

O protesto é por causa das caixas pretas que foram compradas pelos caminhoneiros por determinação do Ceasa, por causa de uma padronização prevista por lei. Para carregar e descarregar os caminhões eles precisam delas. O problema é que muitas caixas sumiram do galpão de higienização, que fica dentro do centro.

As caixas dos caminhoneiros precisam passar pelo setor para serem higienizadas conforme manda a lei. Pelo serviço, o Ceasa cobra 0,55 centavos. O pátio de armazenamento de caixas está vazio.

Por dia, deveriam passar pelo setor de higienização cerca de 50 mil caixas. Por conta do sumiço de algumas, o fluxo reduziu para menos da metade. Para tentar driblar a situação, caixas não padronizadas estão entrando no Ceasa, ao custo de R$ 0,65.

 

Nota

A Polícia Militar disse que após esgotadas todas as formas de negociação com os manifestantes, foi dada uma ordem de dispersão, mas eles não obedeceram. Por isso, foi necessário o uso de instrumentos de menor potencial ofensivo para desobstruir o local e garantir o direito de ir e vir das pessoas não envolvidas na manifestação. Ninguém foi preso.

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