Covid-19

Coronavírus: Funerárias têm aumento de mais de 50% nas atividades

Desde o início das mortes, por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o setor tem tido que aumentar a capacidade para aguentar a demanda

Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Publicado em 25/05/2020 às 10:45
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FOTO: Reprodução/TV Jornal
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Um dos setores mais atingidos durante a pandemia do novo coronavírus é das casas funerárias. No Recife, são aproximadamente 200 casas funerárias, de acordo com o sindicato dessas empresas, em Pernambuco. Todas elas sentiram, de alguma maneira, o impacto com o aumento da demanda, por causa do novo coronavírus (covid-19).

O mês de abril foi o com mais demanda, segundo o sindicato do setor. Em um único dia, por exemplo, foram feitos 52 enterros em apenas um cemitério. Apesar disso, os empresários garantem que não houve colapso e a situação está normalizando.

Em um estabelecimento, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, foi preciso aumentar o quadro de funcionários. "Tivemos que contratar funcionários. A demanda aumentou cerca de 50, 60%”, conta o gerente Moab da Silva.

Março e abril

Em outra funerária, também em Santo Amaro, os meses de março e abril foram os com mais trabalho. De acordo com a gerente Juracy Oliveira, em um único dia, as equipes chegaram a levar até 18 corpos para serem enterrados. “Em um dia normal, eram 2, 3 corpos. Tinha dia que não levávamos nenhum", avalia.

Cemitérios

No Recife, os de Santo Amaro e Parque das Flores abriram 2.556 vagas para sepultamentos. No entanto, 60 dias após o primeiro caso, 70% das vagas já tinham sido ocupadas.

Em Olinda, no Grande Recife, de acordo a prefeitura, houve um aumento de 200%, no número de enterros. No Morada da Paz, em Paulista, o aumento da demanda chegou a 164%. De acordo com a administração, desse total, 60% eram casos suspeitos da covid-19.

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O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

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A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Confira o passo a passo de como lavar as mãos de forma adequada:

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