RECIFE

Mau cheiro no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, é alvo de denúncia

As pessoas que precisam de passar pelo entorno do Cemitério de Santo Amaro afirmam que o mau cheiro começou depois do aumento no número de enterros por causa da pandemia do novo coronavírus

Mau cheiro no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, é alvo de denúncia

Cemitério de Santo Amaro - Foto: Bruno Campos - JC Imagem

Quem passa pelo Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife, reclama do mau cheiro no local. De acordo com a denúncia, o problema piorou nas últimas duas semanas depois do aumento no número de enterros por causa da pandemia do novo coronavírus.

As pessoas que circulam pelo local também relatam que boa parte novos túmulos ultrapassam a altura do cemitério e é possível ver os funcionários da Emlurb fazendo os últimos reparos nas gavetas antes dos sepultamentos. Quem passa por lá diz se assustar com a cena dos caixões sendo engavetados.

Em nota, a Emlurb informou que a denuncia sobre o mau cheiro não procede. De acordo com o órgão, as caixas das gavetas que recebem os caixões são seladas com cola e há um sistema ecologicamente sustentável que trata os gases. A emlurb não disse, porém, de onde vem o mau cheiro. Com relação a visualização das gavetas, o órgão diz que não é uma irregularidade essa exposição.

Túmulos biosseguros

No início da pandemia, o Cemitério de Santo Amaro chegou a encomendar mais de 1.000 túmulos biosseguros. Ele foi o primeiro cemitério público de uma capital a fazer o pedido de construção dessas gavetas. Esses novos túmulos foram construídos para vítimas do coronavírus. De acordo com a empresa responsável, as gavetas biosseguras são mais resistentes e os materiais usados nesses túmulos evitam que os corpos infectados com o coronavírus possam contaminar o solo e lençol freático durante a decomposição.

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