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Caso Miguel: Nome de Sarí é cadastrado para solicitar auxílio emergencial

Sarí foi autuada por homicídio culposo no caso Miguel, mas foi liberada após pagar fiança no valor de R$ 20 mil

Caso Miguel: Nome de Sarí é cadastrado para solicitar auxílio emergencial

Miguel tinha apenas 5 anos e, segundo a polícia, sua morte foi causada após negligência da patroa de sua mãe - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O nome da patroa da mãe de Miguel e primeira-dama da cidade de Tamandaré, Sarí Corte Real está sendo investigado por estar cadastrado no pedido do auxílio de R$ 600 reais. O benefício é destinado pelo Governo Federal aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados que tiveram a renda afetada pela crise do coronavírus. A informação foi divulgada pelo Portal Notícia Preta e confirmada pelo Jornal do Commercio. Sarí autuada por homicídio culposo - quando não há inteção de matar - pela morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, no dia 2 de junho.

No sistema da Dataprev, órgão que analisa os pedidos do auxílio, a solicitação em nome de Sarí foi feita no dia 14 de maio e até hoje consta que o pedido encontra -se em processamento.

Questionado sobre este caso, o advogado de Sarí, afirmou que não ia comentar sobre o assunto já que o trabalho dele está restrito apenas à defesa do caso envolvendo a morte de Miguel.

Fraude no auxílio de R$ 600

O auxílio emergencial tem sido alvo de fraudadores, que estão utilizando o CPF de terceiros para fazer o cadastro no programa e obter o benefício. Acessando o site da Dataprev, é possível descobrir se o seu CPF foi usado indevidamente para cadastro no programa e, em caso positivo, denunciar o crime. No final de maio, a Controladoria Geral da União (CGU) afirmou que já tinha identificado mais de 160 mil possíveis fraudes no auxílio.

Mãe e avó de Miguel também constam como funcionárias da prefeitura de Tamandaré

O vice-prefeito do município de Tamandaré, Raimundo Nonato (PTB), confirmou, nesta sexta-feira (5), que a mãe de Miguel, Mirtes Renata Santana de Souza e a avó, Marta Maria Santana Alves, constavam como funcionárias da prefeitura da cidade.

Segundo Nonato, já foi protocolado um pedido de investigação contra Sérgio Hacker ao Ministério Público de Pernambuco, entre outras entidades, pela existência de três funcionárias da família que constavam como servidoras públicas da Prefeitura de Tamandaré, entre elas, a mãe e a avó de Miguel.

O nome de Mirtes consta no portal da transparência da gestão, ocupando o cargo de Gerente de Divisão CC-6, um cargo de comissão e lotada do Departamento de Manutenção das Atividades de Administração, com um salário líquido de mais de R$ 1.000,00.

Família pede agilidade nas investigações do acidente

A família pede agilidade na conclusão do caso que ainda segue em investigação. Na tarde de ontem uma equipe do instituto de criminalística voltou pela terceira vez ao prédio de luxo e fez uma nova análise no trecho que Miguel percorreu dentro do elevador de serviço até o momento do acidente no nono andar do edifício.

Relembre o caso

Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, era filho de Mirtes Renata Santana de Souza, que trabalhava como empregada doméstica de um dos apartamentos do Condomínio Píer Maurício de Nassau, também conhecido como Torres Gêmeas, no bairro de Santo Antônio, área central do Recife.

A patroa de Mirtes, Sarí Côrte Real, esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB), foi autuada por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) pela morte do garoto, e liberada após pagamento de fiança de R$ 20 mil.

O fato aconteceu na tarde da última terça-feira (2), quando Sarí mandou Mirtes passear o cachorro da família e se responsabilizou por olhar o garoto. 

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