CASO MIGUEL

Caso Miguel: Zelador de prédio presta depoimento em delegacia no Recife

Manicure e patroa da mãe de Miguel ainda não prestaram depoimento sobre o caso

Caso Miguel: Zelador de prédio presta depoimento em delegacia no Recife

Na tarde da segunda-feira (8), uma equipe do instituto de criminalística voltou pela terceira vez ao prédio de luxo e fez uma nova análise no trecho que Miguel percorreu dentro do elevador de serviço até o momento do acidente - Foto: Cortesia

O zelador do condomínio de luxo Píer Maurício de Nassau, conhecido como Torre Gêmeas, onde pequeno Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, morreu após cair do 9º andar no último dia 2 de junho, prestou depoimento à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (10), na Delegacia de Santo Amaro, na Área Central do Recife. Segundo informações apuradas pelas equipe de reportagem da TV Jornal, um morador do prédio, que teria ajudado no socorro do menino, também prestou depoimento ao delegado nessa terça-feira (9). 

Ainda segundo informações, o funcionário do prédio deve voltar ainda na Delegacia para ser ouvido novamente pelo delegado responsável pelo caso, Ramom Teixeira.

 

Não se pronunciaram

Ainda não foram ouvidas pela polícia a manicure que estaria na casa da patroa no dia da tragédia, bem como Sarí Corte Real, autuada em flagrante por homicídio culposo - quando não há intenção de matar - por deixar a criança sozinha no elevador momentos antes do acidente.

De acordo o advogado de Sarí, Pedro Avelino, uma petição foi elaborada e ainda esta semana a mulher deverá ser chamada para prestar um novo depoimento, já que no dia do acidente ela não falou com a polícia.

Apelo à manicure

Durante a entrevista à TV Jornal nessa terça-feira (9), a mãe de Miguel fez um apelo para a manicure que estava na casa da patroa no dia do acidente. "Eu só peço uma única coisa: Por favor, vai até a delegacia e preste esclarecimento. Eu preciso da sua ajuda. Porque tudo o que aconteceu com Miguel precisa se resolver e eu preciso da sua ajuda. Por favor, apareça e preste esclarecimento. Eliane, eu estou pedindo, é um pedido de uma mãe. Você também é mãe, se fosse com o seu filho e se eu estivesse no seu lugar, eu iria lá e dava os esclarecimentos. Por favor, eu estou pedindo por favor" apela Mirtes para manicure.

Investigações

Ao todo, três perícias já foram feitas no prédio onde ocorreu o acidente. Segundo os peritos, que investigam o caso, várias imagens estão sendo analisadas e estudadas. Ainda não há um prazo para os laudos sejam entregues ao delegado. A Polícia civil tem um prazo de 30 dias para concluir o inquérito. Porém, esse prazo pode ser prorrogado dependendo do andamento das investigações.

Agilidade

A família pede agilidade na conclusão do caso que ainda segue em investigação. Na tarde da segunda-feira (8), uma equipe do instituto de criminalística voltou pela terceira vez ao prédio de luxo e fez uma nova análise no trecho que Miguel percorreu dentro do elevador de serviço até o momento do acidente no nono andar do edifício.

"Essa carta não chegou a mim, chegou à mídia", diz mãe de Miguel sobre carta da patroa

A mãe do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, concedeu uma entrevista para a TV Jornal na manhã dessa terça-feira (09). A empregada doméstica Mirtes Renata Santana da Silva revelou que não recebeu a carta divulgada pela imprensa assinada por Sarí Corte Real. "Essa carta não chegou a mim, chegou à mídia", garantiu, destacando que Sarí deve pedir perdão a Deus.

Mirtes, mãe de Miguel, era contratada

Sobre a questão trabalhista, Mirtes revelou que não tinha a carteira assinada, mas que assinou um contrato. "Ainda tem esse contrato, fiquei sabendo ontem pelo pessoal da prefeitura que não deu baixa ainda. Meu nome e o da minha mãe [Marta Maria Santana Alves] ainda estão na prefeitura, desde o período que começamos a trabalhar para o casal", reforçou. A mãe de Miguel contou ainda que, no momento, seu dinheiro está preso no banco e ela não consegue pagar as contas, que já estão ficando atrasadas.

Sarí cadastrada no auxílio emergencial

O nome de Sarí também está sendo investigado por constar no pedido do auxílio emergencial de R$ 600 reais. O benefício é destinado pelo Governo Federal aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados que tiveram a renda afetada pela crise do coronavírus. A informação foi divulgada pelo Portal Notícia Preta e confirmada pelo Jornal do Commercio.

No sistema da Dataprev, órgão que analisa os pedidos do auxílio , a solicitação em nome de Sarí foi feita no dia 14 de maio e até hoje consta que o pedido encontra -se em processamento.

Questionado sobre este caso o advogado de Sarí, afirmou que não ia comentar sobre o assunto já que o trabalho dele está restrito apenas à defesa do caso envolvendo a morte de Miguel.

>>Caso Miguel: "O delegado ainda não conhece a versão dela", diz advogado de patroa

Liberada após fiança

Na quarta-feira (3), a Polícia Civil autuou a patroa em flagrante pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A mulher, que era empregadora da mãe de Miguel, teve a identidade preservada e foi parcialmente responsabilizada pela morte da criança. Como previsto em lei, ela pagou fiança - determinada pelo delegado Ramón Teixeira em R$ 20 mil - e foi liberada. As primeiras investigações apontaram que a mulher teria permitido que o garoto subisse sozinho no elevador antes de cair do 9º andar - uma altura de 35 metros.

Uma semana da tragédia

Nessa terça-feira (9), fez uma semana da tragédia que resultou na morte do pequeno Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, após cair do 9º andar do condomínio de luxo Píer Maurício de Nassau, conhecido como Torre Gêmeas, localizado no bairro de São José, na área central do Recife, no último dia 02 de junho.

"Se fosse o filho dela? Minha irmã já estava na cadeia", diz tia de Miguel em protesto no Recife

Mesmo abalada, uma das tias do pequeno, Renata Sousa, foi até o local do protesto e pediu que a justiça seja feita depressa. Além disso, ela ainda relatou que o sonho do menino foi interrompido brutalmente. 

Mesmo abalada, uma das tias do pequeno, Renata Sousa, foi até o local do protesto e pediu que a justiça seja feita depressa. Além disso, ela ainda relatou que o sonho do menino foi interrompido brutalmente. 

"Se fosse o filho dela? Se fosse o contrário? Minha irmã já estava na cadeia por causa dela. Por causa de um capriche de uma madame, meu sobrinho está morto hoje. Eu quero justiça pela minha irmã, justiça pelo meu sobrinho, de 5 anos. Ele era uma criança cheia de sonhos que foi interrompido por uma madame. Foi interrompida a vida do meu sobrinho. Ela destruiu uma família, ela despedaçou todos nós e a gente só quer a justiça", afirmou.

Relembre o caso

O caso aconteceu na tarde da última terça-feira (2), quando Mirtes Renata deixou o filho sob a responsabilidade da patroa e desceu para passear na rua, com o cachorro da família. Ao voltar para o prédio, ela se deparou com o filho praticamente morto. Miguel ainda foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos provocados pela queda.

COMENTÁRIOS

Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.