PANDEMIA

Coronavírus: Pesquisa aponta que mais de mil mortes poderiam ter sido evitadas se isolamento tivesse atingido alto índice

Estudo foi realizado pelo Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Coronavírus: Pesquisa aponta que mais de mil mortes poderiam ter sido evitadas se isolamento tivesse atingido alto índice

Agora, Pernambuco totaliza 59.705 casos já confirmados, sendo 19.638‬ graves e 40.067 leves - Foto: Filipe Jordão / JC Imagem

Uma pesquisa aponta que, mais de mil mortes poderiam ter sido evitadas em Pernambuco se o isolamento social tivesse atingido o índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 70%. O resultado do estudo foi realizado entre os dias 1 de fevereiro e 18 de maio pelo Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que fez uma mapeamento do grau de quarentena alcançado nos estados e a relação com o número de infectados e os óbitos causado pela pandemia do novo coronavírus.

O trabalho, que deverá ser publicado ainda nesta semana, traz um panorama nacional sobre o tema. Para uma das coordenadoras do projeto, a professora Tatiane de Menezes, os decretos estaduais contribuíram diretamente para o aumento do isolamento no mês de março. O estudo será avaliado por ela e por outros professores.

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Pernambuco

Em Pernambuco, os números são impactantes. Por aqui, a média ficou em 41,5%. Caso tivesse atingido 51%, cerca de 2 mil não seriam contaminadas pelo vírus e quase 400 pessoas não teriam morrido. A professora ainda avaliou caso Pernambuco tivesse alcançado o índice de 70%, recomendado pela OMS.

 

São Paulo

No Estado de São Paulo, o maior número de casos, o percentual médio de isolamento foi de 40,22%. De acordo com o estudo, se o Estado atingisse 51% de isolamento, mais de 66 mil casos seriam evitados e 2 mil pessoas não perderiam a vida.

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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