POLÍCIA

Chacina em Ipojuca deixa 5 pessoas mortas e pelo menos 12 feridas

Menino de 12 anos está entre os feridos do crime. A chacina aconteceu em uma praça de Ipojuca

Chacina em Ipojuca deixa 5 pessoas mortas e pelo menos 12 feridas

Asssassinos iniciaram a chacina em um pastel na comunidade - Foto: Bruno Campos / JC IMAGEM

Uma chacina que aconteceu na cidade de Ipojuca, no Grande Recife, deixou cinco pessoas mortas e pelo menos doze feridas. Os crimes começaram na comunidade Rurópolis.

De acordo com a polícia, tinham cerca de 50 a 60 pessoas em uma pequena praça, no centro da comunidade, onde funciona um pastel. Por volta das 23h30, dois carros se aproximaram e pararam no local. Homens desceram gritando para ninguém correr, mas, no desespero, todo mundo correu e, foi então que os tiros foram disparados.

>>Vítimas fatais da chacina em Ipojuca são identificadas pelo IML

Confira na reportagem

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As marcas da violência estão por todos os lados. Na porta do comércio, tiros perfuraram portas e ferro e danificaram paredes. Na manhã desta sexta-feira (10), ainda tinham capsulas de pistola 9 mm no local. Em um beco, haviam registros de sangue e uma pichação com as letras CV, a mesma abreviação, que remete ao comando vermelho, facção criminosa do Rio de Janeiro, aparece em postes da comunidade. Três pessoas que estavam na praça morreram. Elas foram identificadas como Julio Cesar de Paula, Cinthia Maria de Souza e outra mulher inicialmente identificada como Maria Barbosa da Silva. Outras 12 pessoas ficaram feridas, entre elas, um menino de 12 anos.

Os assassinos estavam em um carro branco e em outro prata. Seguiram, então, para uma casa, que fica na PE-60. Eles mataram mais dois rapazes. As vítimas estavam sem documento. Foram identificadas inicialmente como Rinaldo Martins de Santana e Fernando José de Lima. Para a polícia, um crime bárbaro, com a assinatura cruel do tráfico e drogas.

Investigação

A polícia investiga possivel ligação entre o grupo e a facção comando vermelho. Policiais militares ainda tentaram perseguir os assassinos, mas não conseguiram. Câmeras de segurança na área podem ajudar nas investigações. No IML, familiares da autônoma Cinthia Maria de Souza estavam muito abalados. Ela estava no pastel, com pai e o irmão quando os tiros foram disparados. Os dois tbm se feriram. Revoltados, eles pedem justiça.

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