TRANSPORTE PÚBLICO

Além do aumento das passagens, população sofre com superlotação dos ônibus no Grande Recife

Muitos passageiros ficaram surpresos com o aumento e revoltados com o serviço

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 08/02/2021 às 14:30
Bruno Campos/ JC Imagem
FOTO: Bruno Campos/ JC Imagem
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Além do aumento das passagens, a população também está sofrendo com a superlotação dos ônibus no Grande Recife. Na manhã desta segunda-feira (8), muitos coletivos estavam lotados. O administrador Jacó Gomes, revoltado com o aumento e a precariedade do serviço mostrou-se indignado à equipe de reportagem da TV Jornal com o transporte público.

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Queixas

Nesse domingo (7), dia em que entrou em vigor o aumento das passagens, muitos passageiros reclamaram e fizeram queixas do serviço e do reajuste.

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Já nesta segunda, também foi dia de vários ônibus lotados, reclamações e surpresas para a população. A maioria dos passageiros queriam que o reajuste fosse acompanhado, pelo menos, de uma melhoria no serviço.

Protesto

Os ônibus que circulam pelo Terminal Integrado de Passageiros de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, foram impedidos de entrar e sair do local, na manhã desta segunda-feira (8), por conta de um protesto realizado no local. A manifestação ocorre no primeiro dia útil após o aumento da passagem de ônibus.

Pneus, lixo e outros materiais estão sendo queimados na entrada do terminal, e, por conta do protesto, os coletivos não entram nem saem da Integração. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros tiveram que ser acionados. A interdição começou por volta das 5h.

Segundo os manifestantes, o protesto começou após um motorista não parar o ônibus para levar os passageiros sentido centro do Recife. "Nós estamos tentando resolver desse jeito porque todos os dias nós sofremos [no Terminal]. Não é só hoje porque está assim. Mas hoje chegou no limite!", disse Flávio, que participa do protesto. "A empresa Itamaracá, que é a que rege o transporte aqui, faz um serviço mal prestado. Os funcionários não dão informação. A gente precisa esperar 40 minutos por algumas linhas. Eles colocam ônibus grandes para trajetos curtos e ônibus pequenos para trajetos longos, é uma falta de organização", completou o passageiro.

A má qualidade do serviço também é alvo de críticas da passageira Claudênia. “Os fiscais não colocam ônibus suficiente. Quando o pessoal vai reivindicar eles ficam rindo. A gente hoje está pagando uma passagem mais cara. Diminuíram a frota de ônibus, mulheres não embarcam porque os homens machucam”, reclamou.

Reajuste

Com o reajuste, o Anel A de R$ 3,45 passa a ser R$ 3,75 e o Anel B de R$ 4,10 vai para R$ 5,10.

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Horário social

Na ocasião, também foi criado o Horário Social, quando a passagem custará quarenta centavos mais baratas nos horários fora de pico das 9h às 11h e depois das 13h30 às 15h30, e apenas para quem paga com o Cartão VEM Comum.

O horário social ajudaria a pulverizar a superlotação dos ônibus nos horários de pico, quando mais da metade dos passageiros se deslocam concentrados em quatro horas - duas pela manhã e duas à noite.

O modelo do horário social é semelhante ao adotado recentemente em Curitiba (PR) e em Fortaleza (CE), chamado Tarifa e Hora Social, respectivamente.

Proposta

O Estado destacou desde que apresentou a proposta que os índices são menores do que a inflação acumulada de 2019 e 2020, que foi de 9%. Vale ressaltar que em 2018 e 2020 - anos de eleição - não houve revisão tarifárica.

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