ZONA SUL

Protesto bloqueia os dois sentidos da Avenida Recife


Moradores da Comunidade Sítio Santa Francisca atearam fogo em pneus na via

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 12/02/2021 às 14:30
Reprodução/TV Jornal
FOTO: Reprodução/TV Jornal
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Um protesto por volta das 7h desta sexta-feira (12) bloqueou os dois sentidos da Avenida Recife, na Zona Sul do Recife. Isso porque moradores da Comunidade Sítio Santa Francisca atearam fogo em pneus na via. A fumaça tomou conta de toda a área.

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Eles denunciam que receberam uma ordem de despejo da prefeitura e que não houve negociação com ela. Em vários momentos do protesto, houve bate boca e princípios de enfrentamento com a polícia. Para sinalizar que não deixariam o local, os moradores algumas vezes deram as mãos e sentaram na via.

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A dona de casa Isabela da Silva, está grávida de cinco meses. Ela afirma que não sabe onde morar. Já a dona de casa, Mercia Rodrigues, de 60 anos, residia há 30 anos na comunidade e exigia mais respeito da prefeitura. O Corpo de Bombeiros chegou por volta das 8h para apagar o fogo e liberar a via.

Trânsito

O engarrafamento formado foi gigante e o protesto dividiu opiniões entre os motoristas. O trânsito foi liberado às 8h30.

Trilhos

Após a manifestação, a equipe de reportagem da TV Jornal foi até o Sítio Santa Francisca. Por entre os becos e casas humildes, a realidade de 205 famílias que terão que terão que deixar o local. A vida delas agora vai ser dos trilhos.

Nota da Prefeitura do Recife

A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Habitação e de Política Urbana e Licenciamento, recebeu no último dia 5 de fevereiro uma comissão de moradores da comunidade Sítio Santa Francisca e ouviu suas demandas. Mesmo ciente de que o pleito exposto pela população é de competência exclusiva do Governo Federal, tendo em vista de que o terreno onde vivem as famílias pertence à Transnordestina e que a União é a autora do pedido de reintegração de posse, a gestão municipal se prontificou em articular junto aos órgãos competentes uma solução pacífica, de modo a não colocar em risco as vidas das famílias, sobretudo nesse momento de pandemia, em que são exigidos protocolos sanitários de prevenção ao vírus. A Prefeitura reforça que está aberta ao diálogo para mediar conflitos de interesse da população.