PANDEMIA

Por causa do desrespeito da população, Pernambuco chegou à segunda onda de contágio pela covid-19

A quarta reportagem da série especial 'Covid-19, o mundo em pandemia' foi exibida nesta quinta-feira (18), na TV Jornal

Por causa do desrespeito da população, Pernambuco chegou à segunda onda de contágio pela covid-19

As consequências do mal comportamento da população logo apareceram nas estatísticas - Foto: Felipe Ribeiro/ JC Imagem

A pandemia do novo coronavírus (covid-19) transformou 2020 em um ano de muitas perdas e desafios para todos. Nessa segunda-feira (15), foi iniciada, a série especial 'Covid-19, o mundo em pandemia', da TV Jornal, para relembrar o impacto da chegada do vírus, no Estado de Pernambuco.

A série tem cinco reportagens e a quarta, exibida nesta quinta-feira (18), mostra que, ano passado, depois da quarentena, onde os casos de infecção e mortes diminuíram, muitas pessoas ainda insistiram em relaxar com os cuidados em combate ao vírus e, com isso, houve vários exemplos de aglomerações. Hoje, o resultado é que Pernambuco está voltando a viver um colapso na saúde, vivendo uma segunda onda de contágio.

Em outubro do ano passado, Pernambuco já convivia com a pandemia há sete meses. Na época, o Estado estava na penúltima etapa do plano do convivência. Eventos coorporativos, sociais e culturais só podiam ser realizados para no máximo 300 pessoas. Já os cinemas e teatros tinham capacidade de lotação reduzida pela metade.

Em relação aos casos confirmados da covid-19, tinham números alarmantes mas mantinham estabilidade. Ao entrar no mês de agosto, foram 315 perdidas para a doença. Na época, o Estado já contava com centros de testagem. O cenário de controle fez com que o governo avançasse para a última etapa do plano de convivência que autorizou a retomada de todas as atividades econômicas. Porém, com mais gente nas ruas, foi observado o desrespeito as regras sanitárias, como por exemplo falta do uso de máscaras, festas, bares, praias e restaurantes lotados e etc.

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Período pré-eleitoral

O período pré-eleitoral representou um péssimo exemplo de aglomeração no Interior do Estado. As caminhadas e carreatas dos candidatos mais pareciam festas de carnaval, descumprimento que fez o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco suspender a realização de qualquer ato de campanha.

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Consequências

As consequências do mal comportamento da população logo apareceram nas estatísticas. Em novembro, os casos graves da covid-19 apresentaram alta por três semanas seguidas. Leitos precisaram ser reabertos e a ampliação da capacidade de público dos eventos, que estava prevista, não saiu do papel. Só em novembro, 471 pernambucanos morreram por conta da doença. Ou seja, 156 óbitos a mais se comparado ao mês anterior.

Transporte público

Especialistas acreditam que o transporte público lotado interferiu diretamente no aumento de casos.

Casos 

Enquanto alguns ainda negligenciam o risco, outros tentam se proteger ainda mais. Foi o caso do ortopedista Fábio Ribas, que teve sintomas leves quando positivou para covid-19 em junho do ano passado. Entretanto, cinco meses depois, foi reinfectado. Desta vez, os sintomas foram mais graves e por conta da falta de ar foi parar numa UTI semi intensiva.

Já o comentarista da Rádio Jornal, Maciel Júnior, de 53 anos, também viu a vida por um fio. Em abril do ano passado, ele se sentiu mal enquanto tomava banho e precisou ser internado. Ele já estava com 25% da função pulmonar comprometida. Ao todo, foram 20 dias na UTI e 12 deles entubado. Até quem é acostumado a levar emoção e alegria com a voz, no caso de Maciel, ficou sem palavras para a doença.

Mas, na saída do hospital, Maciel voltou a transmitir a felicidade de sempre. Ele conta que a batalha contra a covid-19 foi vencida, mas a luta contra as sequelas continua. A fisioterapia se tornou uma rotina assim como o ato de agradecer pela vida.

Próxima reportagem

Na próxima reportagem desta sexta-feira (19), você vai relembrar a chegada das primeiras doses de vacina em Pernambuco. 

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