PANDEMIA

Por causa da pandemia, Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, no Agreste, não será realizada pelo 2º ano

Além de quebrar uma tradição de mais de 5 décadas, o cancelamento do espetáculo traz prejuízos para a economia da região

Por causa da pandemia, Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, no Agreste, não será realizada pelo 2º ano

A manifestação cultural e religiosa, tem um importante viés econômico, gerando emprego e renda na região. - Foto: Felipe Souto Maior/Divulgação

Devido ao agravamento da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a encenação da Paixão de Cristo de Fazenda Nova, no Agreste do Estado, não será realizada pelo segundo ano consecutivo. Além de quebrar uma tradição de mais de 5 décadas, o cancelamento do espetáculo traz prejuízos para a economia da região.

O espetáculo, que ocorre anualmente no período da Semana Santa, é considerado o segundo maior evento religioso do Brasil, ficando atrás apenas da peregrinação de Nossa Senhora Aparecida, no mês de outubro. Milhares de turistas acompanham o espetáculo na cidade-teatro. A manifestação cultural e religiosa, tem um importante viés econômico, gerando emprego e renda na região. 

Trabalho

De atores a figurantes, passando por profissionais da técnica até costureiros - a cada ano, cerca de 10 mil pessoas trabalham de forma direta e indireta, antes, durante e depois do espetáculo. Porém, em dois anos, muitos ficaram sem a renda extra.

Números

Antes de chegar a Fazenda Nova, muitos turistas incluem Caruaru no roteiro. Em termos de números, durante 8 dias de encenação da Paixão de Cristo, aproximadamente 250 mil turistas passam pela capital do Agreste, injetando mais de R$ 200 milhões na economia local. 

>>Espetáculos da Paixão de Cristo amargam segundo ano de cancelamento

Hotel

A não realização da encenação da Paixão de Cristo reflete também na rede hoteleira de Caruaru. De acordo com o empresário do ramo, André Gomes, durante a Semana Santa, o hotel chegava a ter 100% de ocupação. Agora, praticamente não há reservas. 

Artistas

Os artistas também estão sentindo o cancelamento das atividades. O cantor Pereira do Acordeon afirma que o cancelamento das atividades mexe não só com o lado financeiro dos artistas, mas também com o emocional. "Abalou muito não só financeiramente, como psicologicamente. Gosto de fazer forró, de ver o povo dançando. (...) Só podemos pedir a Deus para a pandemia acabar e que todo mundo coopere também. A esperança é a vacina".

Esperança

Ainda não se sabe se no ano de 2022 a encenação da Paixão de Cristo irá acontecer. Porém, de lado a lado com as dúvidas, tem também a esperança de que os dias sem pandemia cheguem logo e que o Agreste de Pernambuco volte a ser um roteiro para a fé, para o turismo e para a geração de trabalho na Semana Santa.

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