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Por que, mesmo com a vacina, as pessoas podem ser infectadas pela covid-19? Médica explica

É possível apresentar ou não os sintomas (leves ou graves) da covid-19, e são necessárias duas doses da vacina

Robert Sarmento
Robert Sarmento
Publicado em 05/04/2021 às 19:40
Tânia Rêgo/Agência Brasil Saúde
FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil Saúde
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Apesar de aos poucos a população tomar as duas doses vacina contra a covid-19, que ainda está atendendo os grupos prioritários como idosos e profissionais de saúde, o risco da pessoa ter o vírus no corpo ainda existe, de acordo com a infectologista, Milena Pinheiro. Em entrevista à repórter Juliana Oliveira, nesta segunda-feira (05), a médica revelou que a proteção é de 50% a 70%. Caso a pessoa adoeça, a probabilidade de ter a covid-19 com sintomas leves e não graves é maior do que sem tomar a vacina.

''Para as vacinas que temos disponíveis, a gente considera a pessoa com a imunização realmente efetiva depois de 15 dias da segunda dose. Se a pessoa tiver com algum sintoma, ela não deve tomar a vacina. É preciso fazer o exame, descartar que é covid-19 e depois poder tomar a vacina'', afirmou a infectologista à TV Jornal.

Ainda de acordo com a médica, quando for tomar a vacina é necessário saber se tem ou não o vírus da covid-19 no organismo. Vale lembrar que existem as pessoas sintomáticas (que apresentam sintomas leves ou graves) e assintomáticas (no qual os sintomas não são revelados). Nessa segunda situação, a vacina contra a covid-19 pode não surgir o efeito esperado.

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''O que a gente entende é que, caso a pessoa tenha o vírus de maneira assintomática e tome a vacina, ela pode desenvolver alguma reação mais grade. É como se exacerbasse os sintomas da vacinação ou da doença'', concluiu a infectologista Milena Pinheiro. Confira a entrevista na íntegra no vídeo abaixo:

Como escapar do golpe da 'vacina de vento'?

Desde o início da vacinação contra a covid-19, em todo o Brasil, diversos relatos, vídeos e denúncias mostram o golpe da "vacina de vento". O que era para ser um momento de alívio e esperança, torna-se uma situação estressante e desanimadora. Seja por descuido do profissional de saúde, ou por má fé, os casos aconteceram e é preciso ficar atento na hora de se vacinar. Muitos acabam percebendo a falha (ou ato proposital) apenas quando chegam em casa, ao ver vídeos do instante da imunização.

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De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem do SBT, a melhor medida para evitar a falsa aplicação é prestar muita atenção quando a injeção é feita, além de, se possível, gravar tudo. Um familiar ou acompanhante pode ajudar nessa missão, com o objetivo de produzir provas caso a aplicação seja falsa. Clique e saiba mais

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

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A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscra cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95

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