NOVO RECIFE

Confira o que prevê o Projeto Novo Recife para o Cais José Estelita

TV Jornal

-Reprodução/TV Jornal

A primeira etapa do Projeto Novo Recife prevê a construção de apartamentos residenciais, sendo duas torres de 35 andares. O prazo para as primeiras obras é de 5 anos e, ao todo, serão construídos 13 edifícios. 

Veja os detalhes do projeto

Confira a nota do Consórcio acerca do projeto na íntegra

"O Consórcio Novo Recife  foi notificado dessa decisão e o processo de requalificação do terreno já foi cessado. O Consórcio está avaliando os próximos passos e tão logo tenhamos esse posicionamento, te encaminho."

Posicionamento do Ministério Público acerca das demolições:

"A Justiça acolheu o pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e determinou a suspensão imediata das obras de demolição dos imóveis localizados no cais José Estelita. Os trabalhadores e veículos pesados mobilizados pelo Consórcio Novo Recife interromperam o serviço por volta das 12h20 desta terça-feira (26), após representantes do MPPE realizarem a notificação oficial no canteiro de obras."

Entenda o caso

No ano de 2015, O Projeto Novo Recife foi aprovado diante de uma votação realizada na Prefeitura do Recife, com 22 votos a favor, 2 votos contra e duas abstenções. Na época, a decisão gerou protestos de integrantes do movimento "Ocupe Estelita" em frente ao prédio da Prefeitura.

As obras do projeto foram retomadas na manhã dessa segunda-feira (25) e, desde então, manifestantes opostos à proposta do Novo Recife realizam protestos no Cais José Estelita. Alguns prometeram manter a ocupação, mesmo com a Prefeitura concedendo um alvará que permite a demolição dos armazéns no local.

Também na segunda-feira (25), a Prefeitura do Recife emitiu uma nota oficial sobre o caso.

Leia a nota na íntegra 

Sobre o início da execução de empreendimento privado no terreno do Cais José Estelita, a Prefeitura do Recife vem a público esclarecer que:

Ainda em 2014, a Prefeitura do Recife iniciou um amplo processo de diálogo e participação para propor, em conjunto com a sociedade e os setores técnicos envolvidos, uma nova visão de urbanização não só para o antigo terreno da RFSA, no Cais José Estelita, como para os bairros do entorno. Naquele momento já estava aprovado, desde 2012, um projeto privado para o terreno. Entre os pleitos da sociedade estava a elaboração de um Plano Específico para o Cabanga, Cais José Estelita e Santa Rita. A Prefeitura do Recife iniciou outro amplo processo de discussão que resultou na Lei 18.138/2015, que regulamenta este Plano Específico.

O atual projeto aprovado para a área foi adequado para essa nova legislação, incorporando diversos avanços para o território e para toda a cidade. A partir da nova lei, dentro da área privada do Cais José Estelita, hoje temos 65% de área de uso público e 35% de área privada, o que configura um importante ganho para a qualidade do espaço urbano da cidade. Com a lei, essas áreas passam a contar com a mais moderna legislação urbanística da cidade, uma vez que ela contempla conceitos e princípios urbanísticos que estão presentes em várias partes do mundo. O objetivo foi construir referências viáveis para a construção de um espaço melhor ordenado e que seja capaz de promover qualidade urbana e, consequente, qualidade de vida. Entre os avanços alcançados a partir da nova legislação estão:

- Implantação de um parque linear valorizando a borda d'água, outro parque na área da antiga ferrovia e espaços públicos de convivência, esportes, cultura e lazer;

- Eliminação de grades e muros em todas as edificações;

- Redução das quadras;

- Ciclovia em toda a extensão da linha d'água;

- Embutimento de fiação;

- Redução em 2/3 de altura das edificações mais próximas da área histórica (a altura nessas áreas sai de 38 andares para até 12 pavimentos, respeitando recuo de 50 metros a partir da proximidade dos armazéns localizados junto ao Forte das Cinco Pontas),

- Oferta de comércio e serviços no térreo de todas as edificações;

- Implantação de cobertura vegetal no topo dos prédios (telhado verde) e reutilização das águas das chuvas por meio de reservatórios de acúmulo;

- Eliminação do viaduto das Cinco Pontas devolvendo a relação que o Forte tem com a frente d'água;

- Calçadas com aproximadamente cinco metros de largura;

- Construção de habitações de interesse social em área próxima;

- Conexão da Avenida Dantas Barreto com o Cais José Estelita.

É importante frisar que o alvará de demolição concedido na manhã desta segunda-feira (25) está em conformidade com as normas de licenciamento vigentes, inclusive com anuência do Iphan, e atende à solicitação dos responsáveis pelo projeto.

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