PROTESTO

Motoristas de ônibus de turismo e frete protestam no Recife

Categoria reivindica a suspensão do pagamento de taxas, pois estão há 130 dias sem trabalhar por causa da pandemia causada pela covid-19

Motoristas de ônibus de turismo e frete protestam no Recife

Sem trabalhar há 130 dias devido à pandemia do novo coronavírus, a categoria pede a suspensão do pagamento de taxas. - Foto: Bruno Campos / JC Imagem

Com informações do JC Online

Na manhã desta quarta-feira (29), um grupo de condutores de ônibus de turismo e frete promoveu um protesto em Olinda, no Grande Recife. O ato teve início em frente ao Centro de Convenções de Pernambuco, localizado no bairro de Salgadinho. 

Os motoristas reivindicam a suspensão do pagamento de taxas, visto que estão há 130 dias sem trabalhar devido à pandemia causada pelo novo coronavírus (covid-19). Durante o protesto, houve bloqueio de trânsito na pista principal da Avenida Agamenon Magalhães, causando um grande congestionamento no sentido Boa Viagem. 

O grupo saiu em carreata pelo Centro do Recife, em direção à Rua da Aurora. De lá, uma comissão pretende seguir em passeata para o Palácio do Campo das Princesas, localizado no bairro de Santo Antônio.

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Taxas

De acordo com o vice-presidente da Associação dos Transportadores de Turismo e Frete de Pernambuco, Téo Barbosa, afirma que os motoristas fazem o pagamento de duas taxas, chamadas Fusp-F e Fusp-LV, à Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipais (EPTI), para ter autorização para realizar o transporte de passageiros de turismo e o frete. "Esse órgão nos envia, pela quantidade de veículos que tem cadastrados, e a gente paga R$ 38,60 por mês de cada veículo (taxa Fusp-F). Se você não pagar, seu nome fica sujo e você não pode trabalhar. A taxa Fusp-LV foi abonada até novembro. Mas é muito pouco, porque o período de pandemia vai além desse abono", comenta.

A Taxa de Licença e Vistoria de Veículo (Fusp-LV), que teve o pagamento suspenso até novembro, custa atualmente R$ 208,45 para ônibus com mais de 20 passageiros e de R$ 156,33 para micro-ônibus com capacidade de até 20 pessoas. Já na Taxa de Fiscalização (FUSP-F), é cobrado o valor de R$ 38,60. Como os veículos estavam estacionados na via local da Avenida Agamenon Magalhães, os motoristas também reclamam que policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) estão autuando os ônibus. Téo Barbosa alega que a Associação obteve autorização para realizar a manifestação.

Nota

Uma comissão foi recebida no Palácio do Campo das Princesas. Segundo a Casa Civil, a Assembleia Legislativa vai votar um projeto de lei para reduzir de dois para um o número mínimo de veículos que as empresas são obrigadas a destinar no serviço de fretamento intermunicipal. O prazo para vistorias vencidas foi prorrogado e poderá ser realizado até 30 de novembro, para veículos já cadastrados. O Governo de Pernambuco garante que não há proibição ou restrição das atividades dos profissionais.

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