PROIBIçãO

Projeto de lei quer proibir o 'Passinho' nas escolas públicas

O projeto é de autoria da deputada estadual Clarissa Tércio, do PSC. O ritmo do passinho virou febre no Recife e se espalha pelo Brasil

Projeto de lei quer proibir o 'Passinho' nas escolas públicas

O 'passinho do maloca' se popularizou no Recife e está cada vez mais presente em todo o Brasil - Foto: Reprodução/TV Jornal

Gustavo Fernandes

A dança do 'passinho' virou debate na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Um Projeto de Lei visa proibir o ritmo dentro de escolas públicas do Estado. O projeto é de autoria da deputada estadual Clarissa Tércio, do Partido Social Cristão (PSC).

A manifestação cultural, que virou febre entre os jovens, é derivada do ritmo brega funk, bastante popular no Recife e cada vez mais presente em todo o país. A opinião entre os estudantes sobre o assunto varia. Enquanto alguns acreditam que o passinho seja um movimento que tire adolescentes da marginalidade, outros acham que algumas letras são ofensivas e desvalorizam mulheres. 

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Confira a reportagem

Justificativa do projeto

Na justificativa do PL, a deputada argumenta que qualquer dança ou manifestação cultural cujas coreografias sejam "obscenas, pornográficas ou eróticas" devem ser proibidas nas escolas públicas. "Estamos tratando do ambiente e colar. Não queremos proibir as manifestações de quem quer que seja dentro de sua casa, na rua. Estamos falando da escola, um ambiente de aprendizado que deve ser respeitado", afirmou a parlamentar. 

Texto confuso

Para a co-deputada estadual Kátia Cunha (PSOL), do "Coletivo Juntas", nenhum tipo de dança é capaz de prejudicar a formação dos jovens. "No texto, está escrito que tem que se aplicar a qualquer modalidade de dança, inclusive manifestações pernambucanas. Mas e o frevo? e o forró? São erotizados também? É preciso explicar melhor", cobrou Kátia. 

Opinião entre estudantes

O aluno Ícaro Vinícius reconhece que algumas letras são ofensivas, porém, ressalta a importância da dança. "Tem músicas com letras pesadas, mas outras são realmente legais. Você dança, descontrai, é melhor do que estar na rua usando drogas ou roubando", declarou. 

A estudante Gabriela Leão alerta para a desvalorização das mulheres. "Eu acho que nas letras dessas músicas existe uma grande desvalorização da mulher, principalmente". 

Nota

A PL 494/2019 está tramitando nas comissões da Alepe, e ainda não tem data para ir para o plenário da Casa. Se aprovada no plenário, irá para a sanção ou o veto do Governador.

Ícones do Passinho

Este ano, a equipe da TV JC conversou com duas das maiores estrelas do Passinho em Pernambuco: Shevchenko e Elloco. Na reportagem, eles falaram da história de uma das principais duplas do movimento, a produtora que está por trás de artistas como Maneirinho do Recife e, claro, eles: os dançarinos do Passinho do Maloka S.A.

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