COVID-19

Estudo afirma que 1 em cada 16 pacientes do coronavírus desenvolve doença mental em três meses

O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria explicou o que pode levar o paciente a ter alguma consequência mental

Estudo afirma que 1 em cada 16 pacientes do coronavírus desenvolve doença mental em três meses

Estudo da Universidade de Oxford aponta que um em cada 16 pacientes do coronavírus pode ter doença mental em três meses - Foto: Reprodução/Pixabay

Um estudo o da Universidade de Oxford, na Inglaterra, aponta que um em cada 16 pacientes do novo coronavírus desenvolverá doença mental dentro de três meses após ser infectado pela doença. Em entrevista ao Por Dentro com Cardinot, nesta quarta-feira (19), o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Dr. Antônio Geraldo da Silva, explicou os motivos podem levar aos transtornos mentais.

Ainda de acordo com o estudo feito em Oxford, mais de 62 mil pessoas participaram da pesquisa e todos haviam se recuperado do novo coronavírus. ‘’Esse estudo mostra há uma prevalência de algumas doenças como ansiedade e depressão. mostra também outros casos, mas que são menos prevalentes. Há uma abuso de álcool e outras drogas. Isso é grave. A pessoa está em casa, na pandemia, e bebendo o dia todo faz muito mal para a saúde’’, afirmou.

As pessoas que foram diagnosticadas com o novo coronavírus precisam ficar isoladas e não podem ter contato com alguém para não repassar a covid-19. Diante dessa situação, o médico afirmou que problemas psicológicos eram previstos devido ao isolamento. 

‘’Nós observamos e alertamos (Associação Brasileira de Psiquiatria), ainda em março, que nós tínhamos um situação perigosa que teria uma onda de doenças mentais. É o que está sendo mostrado pelo estudo. É muito importante que as pessoas saibam que os quadros aparecem por diversas razões. O próprio estresse pós-traumático, o aumento da ansiedade e o medo de morrer atuam como um fator desencadeador de quadro psiquiátricos. O cuidado desde o início é muito importante’’, completou o Dr. Antônio Geraldo da Silva.

Vacina contra o coronavírus

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira (13) que a melhor opção de vacina, até agora, é a de Oxford. “Eu posso apensar aos senhores que a AstraZeneca, com Oxford, é ainda a nossa melhor opção, nós estamos nela”, afirmou durante audiência pública na Comissão Mista do Congresso que fiscaliza as ações do governo no combate à pandemia de coronavírus (covid-19). O Brasil assinou um acordo de US$ 100 milhões com a AstraZeneca-Oxford, que também prevê transferência de tecnologia para a produção da vacina no Brasil. 

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1. 

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

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