Investigação

Outros seguranças impediram socorro ao homem negro morto no Carrefour em Porto Alegre, diz delegada


A vítima, João Alberto Silveira Freitas, foi agredida por um segurança e um policial militar temporário, após uma discussão no Carrefour

Robert Sarmento
Robert Sarmento
Publicado em 20/11/2020 às 16:21
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul segue com a investigação sobre a morte de um homem negro, que foi espancado e morto por dois homens um uma unidade do supermercado Carrefour, em Porto Alegre. De acordo com o repórter Lucas Abati, do SBT RS, a delegada Roberta Bertoldo confirmou que outros seguranças do Carrefour impediram o socorro à vítima. Em entrevista à emissora gaúcha, uma testemunha havia revelado que tentou ajudar, mas foi impedido. O caso aconteceu na quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra e gerou revolta nas redes sociais.

 

Investigação

A vítima, João Alberto Silveira Freitas, tinha 40 anos. As Informações apontam que os agressores foram um segurança do Carrefour e um policial militar temporário. Ainda não se sabe quando as investigações serão concluídas, mas a delegada considera que o caso não é complexo, pois os suspeitos foram presas em flagrante.

No entanto, ainda de acordo com a delegada, não descartou que mais pessoas sejam responsabilizadas pelo crime. "Se verificou que provavelmente houve algum incidente entre a vítima e fiscais do supermercado, o que não está esclarecido", afirmou Roberta Bertoldo.

 

Nota do Carrefour na íntegra

“O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais”.

 

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