MORTE DE LÁZARO BARBOSA

Morte de Lázaro Barbosa: 'CPF cancelado', diz Bolsonaro nas redes sociais

Jair Bolsonaro se manifestou nas redes sociais sobre a morte do serial killer de Brasília.

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 28/06/2021 às 13:30
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FOTO: Reprodução/TV Jornal
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Após o Governo de Goiás ter confirmado, junto com à polícia, a morte de Lázaro Barbosa, durante confronto com policiais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez uma postagem em suas redes sociais e classificou como "heróis" os policiais militares que participaram da caçada de 20 dias ao assassino.

"Parabéns aos heróis da PM-GO por darem fim ao terror praticado pelo marginal Lazaro, que humilhou e assassinou homens e mulheres a sangue frio. O Brasil agradece! Menos um para amedrontar as famílias de bem. Suas vítimas, sim, não tiveram uma segunda chance. Bom dia a todos!", disse Bolsonaro.

 

'CPF cancelado'

Inicialmente, Bolsonaro tinha publicado apenas uma mensagem curta: "LÁZARO: CPF CANCELADO!". Em seguida, enalteceu os policiais e parabenizou os agentes pela morte do assassino. A expressão "CPF cancelado" foi popularizada pelo apresentador de televisão Sikêira Júnior.

 

Captura

Mais um vídeo que circula nas redes sociais mostra, com melhor nitidez, a captura de Lázaro Barbosa, 32, o "serial killer de Brasília". Nas imagens, policiais retiram o suspeito de dentro de um veículo e o arrastam, com a parte do rosto coberta, até um carro de Bombeiros, para que ele seja levado a um hospital em Goiás. Lázaro não resistiu aos ferimentos, oriundos de confrontos com os policiais, e morreu.

Um outro vídeo que também está circulando nas redes sociais mostra o momento em que policiais colocam Lázaro Barbosa dentro de uma ambulância, em Goiás. Lázaro, o "serial killer de Brasília", morreu após confronto com a polícia na manhã desta segunda-feira (28). Na ocasião, policiais e a própria população comemoram a captura do suspeito.

Morte

O Governo de Goiás confirmou que Lázaro Barbosa, preso no 20º dia de buscas em Goiás, está morto. A morte aconteceu durante confronto com a polícia. De acordo com informações repassadas pela reportagem do SBT, Lázaro não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. A Secretaria de Saúde Pública do Estado de Goiás confirmou a morte do suspeito de cometer uma chacina em Ceilândia, no Distrito Federal.

Prisão

O governador do estado do Goiás, Ronaldo Caiado, informou, através de um vídeo publicado em suas redes sociais, que Lázaro Barbosa, suspeito de cometer uma chacina em Ceilândia, no Distrito Federal, além de diversos outros crimes, foi preso nesta segunda-feira (28), data que marcou o 20º dia de caçada a Lázaro, conhecido na mídia e internet como o "serial killer de Brasília". "Ta aí, minha gente, como eu disse, era questão de tempo até que a nossa polícia, a mais preparada do País, capturasse o assassino Lázaro Barbosa. Parabéns para as nossas forças de segurança. Vocês são motivo de muito orgulho para a nossa gente! Goiás não é Disneylândia de bandido", escreveu Caiado no twitter.

Buscas intensificadas

Esta segunda-feira (28) marca o vigésimo dia de caçada a Lázaro Barbosa, 32, o homem mais procurado pelas forças policiais do Goiás e Distrito Federal. De acordo com Metrópoles, homens da força-tarefa saíram às pressas da base, localizada em Girasso (GO), e foram até ágaus Lindas de Goiás, no entorno do Distrito Federal. É que Lázaro teria sido visto no Setor Itamaracá, na área rural da cidade, a 20km da base. Ele estaria escondido na casa da ex-sogra nos últimos dias, segundo denúncias recebidas pelos policiais. Três helicópteros sobrevoam a região neste 20º dia de buscas. Os bloqueios seguem na BR-070.

Solto na madrugada do último sábado (26/6), o caseiro Alain Reis Santana, 33, estaria colaborando espontaneamente com as forças policiais nas buscas a Lázaro Barbosa. Ainda segundo Metrópoles, por meio de nota, os advogados do funcionário da chácara em que o suspeito estaria se escondendo informaram que Alain ofereceu apoio aos investigadores por conhecer bem a região e “o possível paradeiro de Lázaro”. “Mesmo estando em liberdade, de forma livre e espontânea, Alain colabora com as buscas ao fugitivo Lázaro Barbosa, desde 26 de junho”, diz o texto. De acordo com os defensores, a atuação do caseiro “comprova a boa-fé, a boa índole e o interesse de Alain em colaborar com o trabalho das autoridades de segurança”.

Alain foi denunciado com o patrão, Elmi Caetano Evangelista, 74, por supostamente esconder, alimentar e ajudar o maníaco a fugir da Justiça. “Eu fazia tudo lá na casa do seu Elmi, cuidava dos peixes, cuidava das vacas. Desconfiei de que ele estava escondendo algo, vi o Lázaro três vezes, a última na quinta-feira. Na quarta-feira, ele falou que, se eu falasse pra alguém [o paradeiro do suspeito], ele sabia onde eu morava, que ia pegar minha família”, contou o caseiro após ser solto. Alain ainda disse que não sabe qual a natureza da amizade de Lázaro com Elmi.

O caseiro foi liberado após audiência de custódia, que ocorreu na tarde da última sexta-feira (25/6). A juíza Luciana Oliveira de Almeida Maia da Silveira entendeu que, no caso de Alain, “os indícios de autoria até o momento colhidos revelam-se frágeis, principalmente porque a relação com o outro autuado é de patrão-empregado”. “Não é possível extrair dos autos que ele tenha aderido à suposta conduta do proprietário da fazenda de ajudar Lázaro. Quanto à arma e às munições, a posse não pode ser-lhe estendida, porque foram encontradas no interior da Fazenda Caetano, que pertence ao outro autuado”, ressaltou a magistrada.

Lázaro é acusado de cometer crimes brutais, como latrocínio, estupros e homicídios. A suspeita é de que, na última semana, ele tenha se escondido e se alimentado na chácara de Elmi. Ao prender Alain, a polícia alegou que o chacareiro dava cobertura a Lázaro e que ele estaria com uma das armas roubadas por Lázaro, com 50 munições, na região de Cocalzinho (GO), uma espingarda calibre .22. As equipes apreenderam duas armas de ar comprimido, sendo que uma delas foi modificada mecanicamente para disparar munição de calibre .22. Segundo o caseiro, as armas eram do patrão, Elmi Caetano. A defesa do chacareiro disse ter pedido habeas corpus do homem. A intenção da defesa é conseguir soltura ou prisão domiciliar.

Comparsas presos

De acordo com inforamções publicadas no Correio Braziliense, um dos homens presos nessa quinta-feira (24) é um ex-patrão do criminoso. Esta sexta-feira (25) representa o 17º dia de caçada ao suspeito. Ainda segundo a reportagem do Correio, o ex-patrão de Lázaro é um fazendeiro que se chama Elmi Caetano Evangelista, de 74 anos, morador de Girassol, distrito de Cocalzinho de Goiás, onde as buscas pelo criminoso são realizadas. Elmi foi preso por policiais penais da Diretoria de Operações Penitenciárias (Dpoe) do Distrito Federal. No momento da prisão, ele estava dirigindo um veículo de modelo Strada, na cor branca. Ele teria desobedecido a ordem dos policiais para parar o veículo. Houve uma perseguição, os policiais interceptaram o carro e prenderam o idoso. Com ele, os policiais encontraram duas espingardas e 50 munições, que, segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, foram roubados por Lázaro em uma propriedade rural durante a fuga dos últimos dias. Não se sabe ainda por quanto tempo Lázaro trabalhou para Elmi nem em que função, mas o Correio apurou que os serviços foram prestados em uma fazenda do idoso.

Outro comparsa preso

O outro preso na quinta-feira (25) é um caseiro de Elmi. O Correio Braziliense identificou o caseiro como Alain Reis de Santana, de 33 anos. Ele foi preso por agentes do Comando de Operações de Divisas da Polícia Militar do Estado de Goiás (COD/PCGO). Ainda não se sabe qual a relação do caseiro com Lázaro. É possível que eles tenham trabalhado juntos na fazenda de Elmi. Os dois presos nessa quinta-feira foram autuados por porte ilegal de armas e facilitação na fuga do criminoso.

O que diz o advogado dos suspeitos?

Os dois presos foram levados para a delegacia de Águas Lindas de Goiás. Segundo o G1, Ilan Barbosa se apresentou na frente da delegacia como advogado dos dois. O profissional disse que ambos negam participação no crime. Ilan disse também que o fazendeiro trata um câncer e que nunca viu Lázaro. Por outro lado, o caseiro teria dito ao advogado que já viu uma pessoa parecida com Lázaro. A polícia segue nas buscas por Lázaro e acredita que "uma rede de psicopatas" ajuda na fuga. A força-tarefa faz buscas em uma área de 50 km e tenta encontrar também outras pessoas que podem ter ajudado na fuga.

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