Caso Beatriz

Caso Beatriz: SDS barra mãe da vítima e impede família de participar de coletiva que explica o crime


Secretaria de Defesa Social só quer receber mãe da menina depois de dar coletiva de imprensa

Gabriel dos Santos
Gabriel dos Santos
Publicado em 12/01/2022 às 9:57
Waldson Balbino/TV Jornal
Pais de Beatriz são barrados em coletiva de imprensa que explica crime - FOTO: Waldson Balbino/TV Jornal
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Maiores interessados em entender por qual razão e quem matou Beatriz Angélica em 2015 em Petrolina, os pais da menina, Lucinha e Sandro Mota, foram barrados na porta da Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco, no Recife, na manhã desta quarta-feira (12), onde ocorre uma coletiva de imprensa para que os policiais expliquem o crime para a sociedade. (Assista a coletiva ao vivo, clicando aqui).

A intensão do Secretário de Defesa Social, Humberto de Barros, era receber a mãe de Beatriz, Lucinha Mota, apenas depois da realização da coletiva de imprensa. Portanto, a família da menina seria a última a ter as respostas quem aguardam há mais de seis anos. 

>>> Veja quem é o homem apontado como assassino da menina Beatriz. 

Protesto

Inconformada, Lucinha e o pai da menina, Sandro, protestaram. Aos gritos, Lucinha disse que não aceitava e que queria receber a respostas junto com a imprensa. 

Depois da confusão, a mãe da menina foi autorizada a entrar no prédio. Mas até às 9h30, ela ainda não havia chegado à sala onde a imprensa vai entrevistar os policiais responsáveis pelo caso. 

Somente às 9h50, a assessoria de imprensa da SDS informou que o secretário Humberto de Barros recebeu a mãe da menina, antes da coletiva. 

Avisada pela imprensa

Após o anúncio de que a Polícia Civil havia localizado o autor do assassinato de Beatriz, chamou atenção a declaração de Lucinha Mota informando que ficou sabendo da notícia pela imprensa e pelas redes sociais. 

De acordo com a família de Beatriz, em nenhum momento, a Polícia entrou em contato para dar a notícia que eles tanto esperam. Também segundo a mãe da menina, o governo estadual não a convidou para esclarecer o crime. 

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