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Pessoas infectadas e vacinadas contra a covid-19 adquirem 'superimunidade', diz estudo


Pesquisa foi realizada com 104 pessoas vacinadas contra o novo coronavírus

Bruna Oliveira
Bruna Oliveira
Publicado em 25/01/2022 às 21:22
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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A pesquisa contou com a participação de 104 pessoas vacinadas contra a covid-19 - FOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Uma pesquisa realizada pela Oregon Health & Sience University (OHSU), dos Estados Unidos, aponta que pessoas com infecção pela novo coronavírus e vacinadas adquirem "superimunidade". O estudo foi publicado pela revista Science Immunology nesta terça-feira (25).

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De acordo com a pesquisa, quem se encontra com o quadro desenvolve uma imunidade superior à proteção imunológica de quem apenas recebeu a vacina. A conclusão do estudo é de que "a resposta imunológica medida no soro sanguíneo revelou anticorpos mais abundantes e eficazes".

Apesar da boa notícia, o levantamento foi realizado antes da aparição da variante Ômicron, mas os pesquisadores acreditam que as respostas híbridas sejam semelhantes a esta variante.

Com relação à ordem da infeção e vacina, o coautor do estudo e professor de microbiologia molecular e imunologia da OSHU, Fikadu Tafesse, não faz diferença se a pessoa foi infectada depois de ter sido vacinada ou vice-versa, pois nos dois casos a resposta imunológica é alta.

Como foi feita a pesquisa

A pesquisa contou com a participação de 104 pessoas vacinadas contra a covid-19 que foram divididas em três grupos.

O primeiro foi composto por 42 vacinadas, que não foram infectadas contra a doença, enquanto o segundo foi formado por 31 pessoas vacinadas após terem sido infectadas. Por fim, o terceiro grupo foi de 31 pessoas pessoas infectadas depois da vacinação.

Além disso, os participantes foram controlados de acordo com idade, sexo, tempo de vacinação e infecção. Os pesquisadores recolheram amostras de sangue de cada um, que foram expostas a três variantes do coronavírus em laboratório.

Por fim, os especialistas concluíram que dois grupos apresentaram "imunidade híbrida", ou seja, os dois grupos infectados e vacinados geraram maiores níveis de imunidade.

Com informações de O Hoje

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