LUTO

Enterro do indigenista Bruno Pereira acontece no Recife; família espera chegada de corpo do pernambucano

Bruno Pereira foi morto a tiros na Amazônia, com munição típica de caça.

Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Publicado em 22/06/2022 às 19:21 | Atualizado em 22/06/2022 às 19:56
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REPRODUÇÃO DE VÍDEO
Aldeias indígenas já se despedem de Bruno Pereira com rituais - FOTO: REPRODUÇÃO DE VÍDEO
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A família do indigenista pernambucano Bruno Pereira aguarda a chegada do corpo no Recife para realização do velório e enterro. 

O corpo do homem que foi morto a tiros na Amazônia deve chegar nesta quinta-feira (22), no Recife.

Na manhã desta quarta (22), faltava a liberação do corpo pela Polícia Federal, que já está em trabalho de conclusão das perícias.

 

No Vale do Javari, onde Bruno atuava na proteção de áreas indígenas, as várias tribos do local já preparam seus rituais espirituais de despedida. Já na segunda-feira (20), a tribo kanamari começou a entoar seus cânticos ao espírito de Bruno.

"O povo kanamari de hoje para amanhã já deve fazer uma cerimônia em Atalaia do Norte. Os demais vão fazer nas aldeias. Todos eles, marubos, matis, cada um com o seu jeito", explicou Beto Marubo, liderança indígena. – São músicas cantadas, cada povo com o seu próprio ritual espiritual, onde não precisa estar exatamente o corpo ali.

Dom Philips e Bruno Araújo desapareceram no Vale do Javari, Terra Indígena na Amazônia. Eles foram vistos pela última vez numa comunidade chamada São Rafael. De lá, seguiram para Atalaia do Norte, mas nunca concluíram a viagem ao local, que dura aproximadamente duas horas.

Quem são Dom Philips e Bruno Pereira, desaparecidos na Amazônia

Dom Philips é um jornalista britânico, que colabora com o The Guardian. O jornal inglês, em tempo, já se pronunciou e disse que temia pela segurança do repórter, especializado na cobertura de meio ambiente. Ele viajava pela região durante pesquisa para seu novo livro.

Bruno Pereira é considerado um dos maiores especialistas em indígenas que vivem em isolamento ou de recente contato do país. Segundo a lideranças indígenas locais, o indigenista era alvo de ameaças constantes de madeireiros, garimpeiros e pescadores.

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