Violência

Catador é morto por PM que confundiu pedaço de madeira com fuzil

O homem tinha deficiência intelectual e costumava andar com o pedaço de madeira preso no braço.

Catêrine Costa
Catêrine Costa
Publicado em 05/01/2023 às 14:07
Notícia
Reprodução/CDD Acontece
Catador de recicláveis morto por policial após confundir pedaço de madeira com fuzil. - FOTO: Reprodução/CDD Acontece

Um catador de recicláveis morreu após ser baleado durante uma operação policial na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (5).

Moradores relatam que os agentes da Polícia Militar confundiram um pedaço de madeira que estava na mão de Gerson Gomes da Silva, de 51 anos, com um fuzil.

Ainda de acordo com testemunhas, o homem tinha deficiência intelectual e costumava andar com o pedaço de madeira preso no braço.

A vítima estava no quintal de casa quando foi atingido e morreu no local.

"Eu cheguei a ver muito sangue, até porque foi muito tiro", relatou uma moradora ao Portal G1.

OPERAÇÃO POLICIAL 

Segundo o G1, policiais do 18ºBPM (Jacarepaguá), com o Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) agem na comunidade Cidade Deus desde as primeiras horas de hoje. 

Na operação, que ainda encontra-se em andamento, os agentes entraram em confronto com criminosos da região. Um fuzil foi apreendido.

O QUE DIZ A POLÍCIA 

Em nota enviada ao G1, a Polícia Militar do Rio de Janeiro afirma que "um procedimento apuratório foi aberto para averiguar as circunstâncias que vitimaram fatalmente o homem". 

A corporação também explica que a área costuma ser violenta e que os policiais haviam trocado tiro com bandidos.

"Uma equipe se deparou com um homem conduzindo o que aparentava ser um fuzil, pendurado em uma bandoleira. Os policiais efetuaram disparos e o atingiram. O ferido não resistiu", diz parte da nota. 

IDENTIFICAÇÃO DOS POLICIAIS E INVESTIGAÇÃO

A PM enfatiza que colabora integralmente com as investigações da Polícia Civil.

Os policiais serão identificados e as armas apresentadas à perícia.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pelas investigações, realizou perícia no local, recolheu cápsulas e conversou com testemunhas para saber detalhes sobre a morte.

O corpo do catador foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML). 

*Com informações do G1

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