Paralisação

2º dia da greve tem movimento 'um pouco maior' de coletivos no Grande Recife

Rodoviários deram início à greve, nesta terça-feira (22) e segue por tempo indeterminado

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 23/12/2020 às 7:24
Bruno Campos/ JC Imagem
FOTO: Bruno Campos/ JC Imagem
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Nesta quarta-feira (23), segundo dia da greve dos rodoviários na Região Metropolitana do Recife, a movimentação dos coletivos na Área Central da capital pernambucana é um pouco maior do que a registrada nesta terça-feira (22).

Contudo, o movimento de ônibus nas ruas e avenidas ainda é pequeno, se comparado aos dias de operação normal. Durante a manhã de hoje, a equipe de reportagem da TV Jornal observou vários coletivos circulando pela Rua do Sol, Avenida Guararapes, Conde da Boa Vista e Avenida Norte.

Caos

Apesar do aumento na quantidade de veículos, muita gente sofreu para conseguir pegar um ônibus.

Terminais

Nos terminais de ônibus, muita aglomeração. Na Macaxeira, a fila dava voltas. Em Joana Bezerra, as plataformas estavam lotadas. Ônibus saiam bastante cheios.

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Justiça

Nessa terça-feira (22), a Justiça do Trabalho determinou que os rodoviários coloquem pelo menos 50% da frota de ônibus para circular nas ruas do Grande Recife, das 05h às 09h e das 16h às 20h (horários de pico), e de 30% nos outros horários.

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Multa

Em caso de descumprimento da decisão, a multa estabelecida é de R$ 100.000,00. A desembargadora Diones Nunes Furtado da Silva, do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, também determinou outras medidas, como a proibição de bloqueios de saídas de coletivos das garagens das empresas de ônibus. Foi determinada também uma audiência de conciliação e instrução, que vai ser realizada nesta quarta-feira (23), às 10h00, de maneira online.

>>Confira aqui o documento

Reunião

Trabalhadores e empresários do transporte coletivo têm encontro por videoconferência, às 10h, desta quarta-feira. A mediação será da vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª região (TRT 6), Dione Nunes Furtado. A reunião pode dar fim à greve.

>>Justiça do Trabalho determina rodoviários a colocarem 50% dos ônibus na ruas; saiba mais

Greve

A greve dos motoristas e cobradores de ônibus do Grande Recife teve início nesta terça-feira (22). De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, Aldo Lima, não há perspectiva de nova negociação entre rodoviários, empresários e o governo de Pernambuco, gestor do sistema de transporte da Região Metropolitana do Recife. A categoria, inclusive, garante nem querer fazer negociação.

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“Não vamos mais negociar nada. Vamos para a greve e com força total. A categoria está revoltada. Fomos enganados uma vez e não seremos novamente. Como já disse, os empresários de ônibus fizeram todo mundo de besta: os rodoviários, o governo de Pernambuco e até mesmo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT da 6ª Região), que mediou o acordo totalmente descumprido”, afirmou Aldo Lima em entrevista ao Jornal do Commercio.

Dupla função

Os rodoviários cobram o fim da dupla função para motoristas, que passaram a acumular a função que era exercida pelos cobradores. A categoria também cobram o pagamento de reajuste retroativo de salários, repasse de vales de alimentação e garantia de emprego de seis meses.

Metrô do Recife

Por causa da greve dos rodoviários, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) anunciou que o horário de pico do Metrô do Recife será ampliado na manhã e à tarde em 1h a partir da próxima terça-feira (22).

É no horário de pico do sistema que há maior número de passageiros transportados e, por isso, maior quantidade de trens em operação. Por nota, a CBTU Recife afirma que a medida visa beneficiar os passageiros proporcionando mais viagens de trens, para facilitar o deslocamento na região metropolitana.

Determinação

Ainda em virtude do movimento paredista, o Governo de Pernambuco determinou que as empresas de ônibus devem colocar em circulação 70% da frota nos horários de pico, das 5h às 9h e das 16h às 20h. Nos demais horários, o quadro de ônibus nas ruas deverá ser de 50%, segundo o consórcio, que ainda cita o momento de calamidade pública por causa da pandemia de covid-19 como fator de necessidade para o cumprimento dos percentuais definidos.