COVID-19

Covid-19: UTIs dos hospitais de campanha do Recife chegam ao menor número de pacientes internados

Em julho, as UTIs criadas pela Prefeitura do Recife para a pandemia da covid-19 chegaram a ter 189 pessoas internadas em estado grave.

Covid-19: UTIs dos hospitais de campanha do Recife chegam ao menor número de pacientes internados

Na fase mais crítica da pandemia, entre abril e maio, a rede de saúde da capital pernambucana não entrou em colapso graças ao isolamento social e à abertura de leitos que não existiam no início deste ano. - Foto: Divulgação/Prefeitura do Recife

 Após mais de 80 dias em tendência de queda dos indicadores da covid-19 na capital pernambucana, a Prefeitura do Recife registrou a menor quantidade de pacientes internados em leitos de UTI dos hospitais de campanha municipais, desde o início de julho, quando os leitos de terapia intensiva chegaram a ter 189 pessoas em estado grave. Atualmente, 133 pacientes estão internados nos hospitais de campanha, sendo cerca de 65% de outras cidades pernambucanas. Em anúncio realizado nesta quinta-feira (6), o prefeito Geraldo Julio ressaltou a importância dos leitos criados pela Prefeitura e dos novos leitos do Governo do Estado, que vêm permitindo a retomada das atividades da cidade.

“Nós registramos, hoje, a menor quantidade de pacientes internados em leitos de UTI da Prefeitura, desde o dia 1º de julho. Nesta quinta, temos 133 pacientes, sendo 48 do Recife e 85 de outras cidades. Os leitos criados pela Prefeitura, somados aos novos leitos do Governo do Estado, permitem que o comércio esteja funcionando, que as igrejas estejam abertas, que os restaurantes e escritórios possam ter voltado à ativa, que parques e praias estejam abertos. Se não existissem os hospitais de campanha, tudo isso ainda estaria fechado e todos ainda estariam no isolamento social”, afirmou o prefeito Geraldo Julio.

A redução do número de pacientes com síndrome respiratória aguda grave (srag) nas UTIs dos hospitais de campanha municipais e o baixo percentual de moradores do Recife são reflexo dos mais de 80 dias de tendência de queda nos indicadores da pandemia na capital pernambucana. Em julho, o Recife foi responsável por apenas 16% de todos os novos casos de Pernambuco. A cidade já chegou a ser responsável, em abril, por 54% dos casos do Estado.

Fase crítica

Na fase mais crítica da pandemia, entre abril e maio, a rede de saúde da capital pernambucana não entrou em colapso graças ao isolamento social e à abertura de leitos que não existiam no início deste ano. O Recife foi a capital brasileira que proporcionalmente abriu mais leitos para pacientes com suspeita ou confirmação de covid-19. De acordo com levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a capital pernambucana criou 1.155 leitos durante a pandemia, ficando atrás apenas da cidade de São Paulo, que abriu 1.791 leitos. Levando em conta o número de habitantes, o Recife criou, proporcionalmente, cinco vezes mais leitos para sua população, já que a capital pernambucana tem 1,6 milhão de habitantes e a capital paulista tem mais de 12,2 milhões de habitantes.

Leitos

Desde que foi decretada a pandemia, a gestão municipal ergueu sete hospitais de campanha e ainda abriu leitos de covid-19 em outras duas unidades de saúde, chegando a cerca de mil leitos (cerca de 700 enfermarias e mais de 300 UTIs). Depois de ter desativado 300 leitos de enfermaria, a rede municipal tem atualmente 724 leitos em funcionamento, sendo 342 de UTI e 382 de enfermaria. Esta semana, os hospitais de campanha da Prefeitura do Recife atingiram a marca de mais de 14 mil atendimentos durante a pandemia de covid-19, mas registraram uma queda de mais de 60% nesse indicador de abril para julho. Enquanto em abril a rede registrou mais de cinco mil atendimentos a pessoas com sintomas respiratórios, no último mês, esse número caiu para cerca de dois mil.

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