PRONUNCIAMENTO

Após protestos, Paulo Câmara diz que não é momento para retorno das aulas presenciais do ensino básico

O Governador de Pernambuco divulgou um pronunciamento: ''Temos obrigação de agir para proteger as pessoas''

Após protestos, Paulo Câmara diz que não é momento para retorno das aulas presenciais do ensino básico

Paulo Câmara manteve a suspensão das aulas presenciais do ensino básico - Foto: Hélia Scheppa/SEI

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, divulgou um pronunciamento sobre a decisão em manter a suspensão das aulas presenciais do ensino básico, que até o momento estão proibidas até o dia 15 de setembro, apesar dos protestos de donos de escolas particulares, funcionários e professores. De acordo com o governador, a retomada exige muita cautela por conta da pandemia do novo coronavírus.

“As escolas são espaços fundamentais para a sociedade. Garantem conteúdos, socialização, a rotina de trabalho para muitos pais, empregos, até mesmo refeições para milhares de estudantes, no caso das unidades públicas. Mas reabri-las significa colocar de volta em circulação e em convivência direta mais de dois milhões de estudantes no Estado, e o impacto dessa medida ainda não tem, no mundo, parâmetros científicos e precisos de controle”, afirmou Paulo Câmara.

Durante o pronunciamento, o governador Paulo Câmara afirmou que a retomada das aulas presenciais do ensino básico é tema de reuniões do governo estadual, mas ressaltou o fato de ainda estarmos no período da pandemia do novo coronavírus. Até esta quinta-feira (03), Pernambuco registrou 130.199 casos da covid-19, com 7.619 mortes.

“Nenhum governante, trabalhador, empresário gostaria de estar enfrentando uma situação tão grave, que ameaça vidas. Temos obrigação de agir para proteger as pessoas. A educação é uma prioridade incontestável do meu governo desde o primeiro dia, e continuará sendo até o último, assim como a defesa da vida”, disse.

Síndrome rara

A suspensão das aulas presenciais do ensino básico podem ter relação com a confirmação da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, que foi associada à covid-19, e atinge crianças e adolescentes. De acordo com a pediatra Ângela Rocha, as vítimas podem apresentar os sintomas da síndrome rara dias ou semanas depois e mesmo que não tenha sido infectada pelo novo coronavírus.

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

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