PATRIMÔNIO CULTURAL

Cuscuz é reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade

Prato é tradicional no Nordeste brasileiro

Com informações do JC Online
Com informações do JC Online
Publicado em 17/12/2020 às 20:00
Reprodução/TV Jornal
FOTO: Reprodução/TV Jornal
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Os conhecimentos, as práticas e as tradições relacionadas ao preparo e ao consumo do cuscuz foram declarados Patrimônio Imaterial da Humanidade nesta quarta-feira (16). Reunido por videoconferência, o Comitê de Patrimônio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), sob a Presidência da Jamaica, aprovou este caso apresentado em conjunto por Argélia, Mauritânia, Marrocos e Tunísia.

Esses países haviam argumentado que tais saberes e práticas, parte integrante de seu patrimônio cultural, eram praticados por todas as populações de Argélia, Marrocos, Mauritânia e Tunísia, de todos os gêneros, de todas as idades, sedentários ou nômades, rurais ou urbano, incluindo os imigrantes, e em todas as circunstâncias: dos pratos do dia a dia às refeições festivas.

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No Brasil, o cuscuz pode ser feito à base de farinha ou polvilho, de milho, arroz ou mandioca. Salgada e levemente umedecida, a massa é colocada para cozinhar no vapor. O cuscuz pode ser incrementado com outros ingredientes, como é o costume na região Sudeste, ou apenas ir acompanhado de leite, ovos, manteiga ou carne-de-charque, como é a preferência no Nordeste.

No São João de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, a celebração da comida à base de milho, típica dos festejos de junho, é levada à sério pela população. Um cuscuz gigante é feito anualmente para alimentar os forrozeiros. Neste anos, devido à pandemia da covid-19, a tradicional festa não aconteceu.

História

O cuscuz é um prato originário do Norte do continente africano. Em Portugal, no século XVI o alimento fazia parte da refeição diária, partilhando a mesa com o arroz e outros cereais. Na Tunísia, o cuscuz tem “estatuto” de prato nacional, mas em Marrocos e Argélia é praticamente o prato do dia.

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