GREVE DE CAMINHONEIROS

Nova greve de caminhoneiros: entidade com 800 mil motoristas apoia paralisação a partir de segunda-feira

Convocação para greve de caminhoneiros se baseia em reajuste da tabela de frete

Nova greve de caminhoneiros: entidade com 800 mil motoristas apoia paralisação a partir de segunda-feira

Caminhoneiros podem parar na próxima segunda-feira - Foto: Thomaz Silva/Agência Brasil

A possível greve de caminhoneiros marcada para a próxima semana ganhou apoio de uma importante entidade da classe. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) disse que apoia o movimento, que vem sendo convocado por grupos menores, insatisfeitos com o governo Bolsonaro. 

A CNTTL tem cerca de 800 mil motoristas associados e orientou todos a aderirem ao movimento paradista. A previsão é que a greve tenha início na próxima segunda-feira, dia 1º. 

"Lamentável o reajuste da Tabela do Piso Mínimo de Frete, realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Hoje temos um piso mínimo da fome. Vamos dar um basta nisso. Vamos cruzar os braços no dia 1º”, disse o porta-voz da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer, que é presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí-RS e vice-presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). 

"Tivemos um reajuste de 2,51% que é ínfimo. Só para se ter ideia, o preço do pneu teve aumento nos últimos três meses de mais de 60%, seja nacional ou importado", continuou o sindicalista.

Em nota enviada à CNN Brasil, o Ministério da Infraestrutura disse que não aceita receber nenhuma entidade que fale sobre indicativo de greve. 

"Nenhuma associação isolada pode reivindicar para si falar em nome do transportador rodoviário de cargas autônomo e incorrer neste tipo de conclusão compromete qualquer divulgação fidedigna dos fatos referentes à categoria”, disse a pasta. 

Greve dos Caminhoneiros de 2018

Em 2018, caminhoneiros de todo o país cruzaram os braços em uma greve histórica. Durante 11 dias do mês de maio, os trabalhadores - apoiados pelos patrões - estacionaram caminhões nas estradas do país, gerando impactos na economia de vários setores. 

A greve só foi encerrada quando o então presidente Michel Temer cedeu às pressões dos motoristas e criou uma tabela de frete mínimo. No entanto, o setor produtivo é contra a tabela e o debate foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

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