ECONOMIA

Novo auxílio emergencial: veja o que diz o Governo sobre aumento de impostos para financiar benefício

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, falaram sobre a possibilidade de aumentar ou criar novo imposto para custear auxílio emergencial

Novo auxílio emergencial: veja o que diz o Governo sobre aumento de impostos para financiar benefício

Ministro da Economia vai encontrar contrapartida para compensar o gasto com o benefício emergencial - Foto: Agência Brasil

Com informações da Agência Senado

Em entrevista ao ex-secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre a possibilidade de aumentar impostos para o pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial.

Guedes afirmou que o país passa por uma fase de transição e o que auxílio emergencial deve ser pago por um período de 3 a 4 meses.

O ministro reforçou que não pode dar auxílio emergencial sem autorização, que são necessárias contrapartidas. Guedes colocou o congelamento de salários de servidores, no ano passado, como uma delas e, deste ano, citou a reforma administrativa como outra possível contrapartida.

 

>> Auxílio emergencial: Medidas provisórias que permitiram o pagamento perdem a validade; entenda o que significa

>> Além do Auxílio Emergencial, novo programa de renda fixo e ampliação do Bolsa Família são discutidos

>> Novo auxílio emergencial: benefício pode voltar a ser pago em março, diz Bolsonaro

>> Auxílio emergencial: caso benefício volte em março, qual será o valor da parcela?

>> Será criado um novo imposto para financiar o auxílio emergencial em 2021? Veja o que diz o Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

 

Aumento de impostos

Guedes disse que o governo não vai aumentar impostos para pagar o auxílio emergencial. Segundo Guedes, essa é uma proposta de programa do presidente Jair Bolsonaro e que prefere acelerar as privatizações: "não vamos aumentar impostos, nós podemos fazer substituição de impostos". E complementou dizendo que é um erro aumentar imposto, em tempo de depressão.

A nova etapa do auxílio emergencial deve estar prevista na Lei Orçamentária de 2021, que será discutida na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, instalada na quarta (10). Até março, o orçamento deve trazer os valores do benefício, e de onde sairá o recurso.

 

>> Prorrogação do auxílio emergencial: valor de R$ 200 a R$ 600, redução de beneficiários, duração de 4 a 12 meses; veja propostas em análise no Governo

>> Novo auxílio emergencial: Proposta do governo pode reduzir valor, cortar Bolsa Família e fazer exigências aos beneficiários

>> Auxílio emergencial e Bolsa Família: instalada com 316 dias de atraso, comissão que vai analisar benefícios em 2021 tem prazo para definições

>> Auxílio emergencial: Ministro da Economia, Paulo Guedes, se reúne com presidente de comissão que vai avaliar prorrogação

>> Auxílio emergencial: Após Paulo Guedes dizer que Bolsa Família pode ficar fora, Bolsonaro também sinaliza redução de beneficiários

 

Aprovar o auxílio mais rápido

Segundo Guedes, seria possível aprovar um auxílio, de forma mais rápida, com a aprovação de uma PEC de Guerra pelo Congresso - uma Proposta de Emenda à Constituição que autoriza o governo a descumprir o teto de gastos, ou seja, a gastar mais do que os limites previstos no orçamento.

Por isso, o ministro defendeu que a PEC seria uma saída, desde que com o compromisso de aprovar as propostas para a retomada da economia, caso contrário, seria um cheque em branco sem limite para gastar. O ministro deixou claro que, nesse momento, o texto poderia vir sem gatilhos "o auxilio como uma camada de generosidade, já que se extinguiu a calamidade com a doença ainda ainda em curso".

 

>> Carnaval 2021: Prefeitura de Olinda também anuncia auxílio emergencial; saiba mais

Governo de Pernambuco cria auxílio emergencial para artistas; saiba mais

>> BIP: Novo auxílio emergencial é analisado pelo Governo e pode pagar até R$200 por mês

>> Bolsonaro fala em 'novo auxílio' para substituir auxílio emergencial

>> Presidente do Senado espera que decisão sobre volta do auxílio emergencial seja tomada ainda nesta semana

 

Presidente do Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou ser contra a criação ou o aumento de impostos para bancar uma possível volta do auxílio emergencial. Ele deve se reunir em breve com a equipe econômica para discutir o retorno desse benefício.

Pacheco afirmou que haverá um consenso com o governo federal, para estabelecer um auxílio que seja “matemática e economicamente possível neste momento do país”. 

"É uma discussão que não é boa para o país, neste momento. O que se deve tratar sobre aspecto tributário é no âmbito da reforma tributária. Criação, extinção, novo formato seja de tributo, seja de alíquota de base de cálculo. O que nós precisamos para já, urgentemente, é do auxílio emergencial ou um programa análogo que possa socorrer as pessoas, independentemente da criação de novos tributos", enfatizou.  

 

>> Prefeitura do Recife anuncia auxílio emergencial de Carnaval; veja quem tem direito e como será

>> Incremento no Bolsa Família ou novo auxílio emergencial: Presidente do Senado volta a falar sobre benefício

>> ''Estamos negociando'', diz Jair Bolsonaro sobre prorrogação do auxílio emergencial

>> Novo auxílio emergencial: Pacheco e Guedes querem benefício em troca de pauta fiscal

COMENTÁRIOS

Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.