TUBARÃO

Vídeo que circula no WhatsApp e mostra resgate de jovem morto em ataque de tubarão na praia de Piedade aconteceu em 2018


O fato aconteceu no dia 6 de junho de 2018 e voltou a circular nas redes sociais como se fosse uma ocorrência recente, após ataques de tubarão no mês de julho deste ano.

Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Publicado em 09/08/2021 às 16:28
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Após os recentes ataques de tubarão ocorridos nos dias 10 e 25 de julho, na praia de Piedade, na altura da Igreja Nossa Senhora da Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, um vídeo antigo que mostra o resgate de um jovem, vítima fatal de um ataque de tubarão no ano de 2018, voltou a circular no WhatsApp e nas redes sociais como se fosse um fato recente.

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Na época, a reportagem da TV Jornal fez a cobertura do caso. Na verdade, a ocorrência se deu no dia 03 de junho de 2018, como registrado nesta matéria.

Naquele ano, o Corpo de Bombeiros informou que José Ernestor Ferreira da Silva, morador de Piedade, estava tomando banho de mar com o irmão e alguns amigos quando foi atacado, nas proximidades da Igrejinha.

Ainda conforme os Bombeiros, o jovem estava na parte funda do mar e foi alertado para voltar para a área rasa, quando foi atacado na perna esquerda.

Ele faleceu na madrugada do dia 04 de junho de 2018, no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife.

Veja o vídeo do resgate

Histórico de ataques em Pernambuco

Em levantamento realizado pelo Jornal do Commercio, de 1992 até 2019, foram registrados 62 ataques no continente, sendo 27 no Recife, 23 em Jaboatão dos Guararapes, seis no Cabo de Santo Agostinho, quatro em Olinda, um em Paulista e outro em Goiana.

Em Fernando de Noronha, quatro pessoas foram vítimas dos tubarões. Desse total, 25 não resistiram aos ferimentos, e 41 sobreviveram - muitas sofreram amputações.

Os pontos onde mais foram registrados incidentes no continente foram na Igreja de Piedade (19,35%), na Praia de Piedade, e no Acaiaca (11,29%), na Praia de Boa Viagem.

Em Fernando de Noronha, cada um dos quatro ataques aconteceu em localidades diferentes.

Ao JC Online, Rosângela Lessa, especialista em tubarões e engenheira em pesca da Universidade Federal de Pernambuco, explica porque a área é tão perigosa.

"Existe uma situação favorável. A configuração da praia, a abertura nos arrecifes, que faz com que as pessoas estejam diretamente relacionadas com a área mais funda, e existe também o fato de que as recomendações não são seguidas. Eu acredito que não importa o quanto se faça de pesquisa se o ser humano não se der conta de que é preciso seguir as instruções", disse.

Problema de educação

A especialista comenta ainda que é preciso que a população respeite as sinalizações e evite tomar banho nessas áreas de risco.

"A gente passou por um período sem ataques, e aí as pessoas imaginam que o problema foi resolvido. Mas isso não é um problema que é resolvido. Incidentes em uma área em que já ocorreram incidentes antes é uma coisa que se espera. Não tem como prever e nem tem como garantir que não ocorrerão mais. Na minha opinião, é um problema de educação mais do que qualquer outra coisa", afirmou.

Tubarões

Os tubarões mais comuns na costa pernambucana são os das espécie cabeça-chata e o tigre, que devido ao seu porte, podem ofertar maior agressividade.

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