Um homem, no Distrito Federal, acumulou mais de R$ 169 mil no "Tigrinho", jogo de apostas online, mas não conseguiu resgatar o dinheiro e decidiu buscar a justiça.
De acordo com a Defensoria Pública, a plataforma informava que para sacar o valor obtido, era necessário que ele depositasse mais valores. O órgão afirmou também que essa "retenção" é bastante comum.
A Defensoria Pública explicou que essas plataformas permitem que "os usuários ganhem créditos em reais e prometem o saque desses valores", mas "retêm o saldo existente com base em algum pretexto" e "condicionam a liberação do valor retido ao pagamento de novas quantias via PIX". Apesar disso, o valor mão é liberado.
"É nosso dever proteger os consumidores que se encontram em situações como essa, auxiliando as vítimas a buscarem reparação pelos prejuízos financeiros suportados e garantindo seus direitos", afirma Celestino Chupel, defensor público-geral.
A defensoria apontou que essa atitude fraudulenta das plataformas acaba aprisionando os usuários.
"A publicidade é toda voltada para a obtenção de lucros financeiros, sem nenhum limitador. A partir daí, verifica-se a imposição de bloqueios arbitrários e objeções que não foram anunciadas previamente. As plataformas agem de forma fraudulenta para garantir novos depósitos e, como consequência, mantêm os usuários presos a elas na esperança de realizar os saques prometidos", afirmou Antônio Carlos Cintra, defensor público.