Astronomia

Estrela de Belém ainda pode ser observada; saiba como e veja imagens


O alinhamento de Júpiter e Saturno teve seu auge, nessa segunda (21), mas continua podendo ser observado

Karina Costa Albuquerque Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Publicado em 22/12/2020 às 10:19
Felipe Ribeiro/Agência JC
FOTO: Felipe Ribeiro/Agência JC
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Nessa segunda-feira (21), aconteceu o auge do tão aguardado encontro de gigantes do sistema solar. A chamada grande conjunção de Júpiter e Saturno, também conhecida como a 'Estrela de Belém', pela aparência de que os dois planetas são, na verdade, uma grande estrela.

O alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno com a Terra é considerado relativamente raro por que ocorre a cada 20 anos, mas, desta vez, é ainda mais. Isso, porque tamanha proximidade entre os planetas não era vista há 800 anos.

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Perdeu? Ainda dá tempo!

Para quem não conseguiu ver ao vivo o fenômeno astronômico, que não acontece desde a Idade Média, ainda há tempo. O alinhamento teve seu auge, nessa segunda, mas continua podendo ser observado, segundo o doutor em Física e professor do Instituto Federal de Santa Catarina, Marcelo Schappo.

''O que é mais interessante observar na grande conjunção é que ela pode ser acompanhada ao longo do mês. No horizonte oeste, após o pôr do Sol vai observar dois pontos que parecem duas estrelas, mas são Júpiter e Saturno. Noite após noite estarão mais próximos um do outro. O ápice deste encontro será no dia 21. E depois disso, poderão continuar a observar o distanciamento'', diz o professor.

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Onde ver?

Segundo o astrônomo da Rice University, Patrick Hartigan, embora as melhores condições de visualização sejam próximas ao Equador, o fenômeno poderá ser observado em qualquer lugar da Terra, se o clima permitir.

Hartigan explica que a dupla planetária aparece baixo no céu ocidental, após o pôr do sol, todas as noites. “Para a maioria dos observadores do telescópio, cada planeta e várias de suas maiores luas estarão visíveis, no mesmo campo”, acrescentou.

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Histórico

Segundo o astrônomo, alinhamentos entre esses dois planetas são bastante raros. “No entanto, esta conjunção é excepcionalmente rara, por causa da maior proximidade entre eles. Você teria que voltar até um pouco antes do amanhecer de 4 de março de 1226 para observar um alinhamento mais próximo entre esses objetos visíveis no céu noturno”, complementou.

A próxima vez em que esse vento ocorrerá será no dia 15 de março de 2080. Após isso, só depois do ano 2400.

Veja imagens do evento

Solstício de verão

Nessa segunda também aconteceu o dia do ano mais longo que os demais, o solstício de verão, no Hemisfério Sul. O fenômeno é o momento em que um dos hemisférios está mais voltado para o sol. Dessa forma, ele fica mais iluminado e por mais tempo, fazendo esse dia alcançar o pico de duração em todo o ano.

Confira calendário dos fenômenos astronômicos de dezembro

Depois de chuva de meteoros, eclipse solar e conjunção de Júpiter e Saturno, conhecida como a Estrela de Belém,, o céu ainda guarda surpresas para 2020. Eventos astronômicos continuam, no mês de dezembro, fechando, com chave de ouro, este ano.

  • 21 e 22 de dezembro: Ocorrerá um pico da chuva de meteoros Ursídeos, que tem esse nome pois parecem surgir da constelação de Ursa Maior.
  • 23 de dezembro: Será a conjunção da Lua com Marte, às 15h31. Neste momento a Lua já estará visível no céu, mas Marte só será visível a partir do pôr-do-sol, às 18h30, até as 1h13 do dia 24, quando se põe atrás do horizonte.
  • 29 de dezembro: A Lua cheia de dezembro, conhecida nos EUA como a “Lua Fria”, começa às 0h28.

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