PANDEMIA

Pernambuco ultrapassa a marca de meio milhão de casos da covid-19

O estado já soma 16.357 mortes pela Covid-19.

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 07/06/2021 às 12:40
Horth Rasur/Shutterstock
FOTO: Horth Rasur/Shutterstock
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Nesta segunda-feira (7), a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou 1.249 casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, 192 (15%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.057 (85%) são leves.

Agora, Pernambuco totaliza 500.821 casos confirmados da doença, sendo 46.321 graves e 454.500 leves.

Mortes

Também foram confirmados 65 óbitos, ocorridos entre 06/07/2020 e 05/06/2021. Com isso, o Estado totaliza 16.357 mortes pela Covid-19.

Fungo negro

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) foi notificada neste domingo (06), pelo Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), de um caso de infecção por mucormicose, quadro conhecido popularmente como “fungo negro”. A ocorrência foi em uma paciente de 59 anos, moradora do município de Casinhas, no Agreste.

A paciente teve diagnóstico confirmado de covid-19 em março, além de ter desenvolvido, em seguida, uma pneumonia bacteriana. A Secretaria Estadual de Saúde notificou o Ministério da Saúde sobre o caso e investiga a possível associação com o novo coronavírus.

O que é?

A mucormicose é uma doença conhecida há mais de um século, causada por fungos da ordem Mucorales, que têm dezenas de espécies e que existem por toda a parte. Assim como outros fungos potencialmente inalatórios, afeta comumente pacientes com o sistema imunológico debilitado, podendo acometer nariz e outras mucosas.

>> Fungo negro: como se prevenir do contágio? Já existe tratamento para a infecção rara? saiba respostas

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com a localização da infecção. Nos pulmões, pode haver tosse, expectoração e falta de ar. Na face e nos olhos, pode ocorrer vermelhidão intensa e inchaço.

Características

A causa dessa enfermidade é a inalação dos esporos dessas espécies de fungo, que estão normalmente presentes no ambiente, com destaque para locais com matéria orgânica em decomposição no solo, plantas, excrementos de animais e outras. Casos são raros, mas não são inusitados.

Estão mais vulneráveis a essa doença fúngica, principalmente, os imunodeprimidos (idosos, diabéticos, pacientes oncológicos, transplantados, casos de Aids não controlada, pessoas em tratamento quimioterápico e/ou com uso de corticóides).

Tratamento

O tratamento para a doença depende do avanço da infecção e inclui remoção cirúrgica dos tecidos necróticos e uso de drogas antifúngicas de uso intra-hospitalar. O diagnóstico, após a suspeita clinica, é feito com biópsia do local afetado para microscopia e cultivo.

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