COVID-19

Cepa Indiana: Morre paciente com suspeita da variante no Rio Grande do Norte


A variante B.1.617 do novo coronavírus, de origem indiana, é considerada pelas autoridades de saúde um risco para todo o mundo.

Gustavo Henrique Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Publicado em 02/06/2021 às 16:55
Reprodução/NE10 Interior
FOTO: Reprodução/NE10 Interior
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Uma paciente que estava com suspeita da variante indiana da covid-19 morreu no Estado do Rio Grande do Norte. Segundo informações do G1, a morte aconteceu na últíma segunda-feira (31), mas foi informada apenas nesta quarta-feira (2) pela Sesap - Secretaria Estadual de Saúde Pública. O órgão não deixou claro se esse é um dos dois casos suspeitos da variante indiana que já estavam sendo investigados no Rio Grande do Norte ou se é um terceiro caso suspeito.

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Por meio de nota, a secretaria confirmou que o paciente que morreu é um homem, de 29 anos, que esteve no Maranhão. "Com RT-PCR confirmado para Covid-19, o paciente foi hospitalizado, e encontrava-se internado em isolamento em terapia intensiva, instável e com suporte ventilatório, recebendo toda assistência que o caso requer, porém foi a óbito na segunda-feira (31)", informou a nota.

Cepa indiana no Maranhão

A variante B.1.617 do novo coronavírus, de origem indiana, que é considerada um risco para todo o mundo, chegou ao Brasil. O primeiro caso da cepa indiana foi confirmada no dia 20 de maio pelo Governo do Maranhão. Ela foi identificada em um indiano de 54 anos que deu entrada em um hospital da rede privada em São Luís na sexta-feira (14). Ele era um tripulante do navio MV Shandong da ZHI, embarcação que veio da Índia.

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De acordo com informações repassadas pelo SBT Maranhão, dos vinte e quatro tripulantes presentes na embarcação, quinze testaram positivo para a covid-19. Destes, seis estão com a cepa indiana (B.1.617).

Em entrevista ao canal de TV à cabo CNN Brasil, na tarde do sábado, 22 de maio, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), garantiu que o estado ainda não registra transmissão local da nova cepa indiana do coronavírus. Ainda assim, Dino admitiu que é 'uma questão de tempo' para a cepa esteja circulando no País. Segundo ele, sem maior controle sanitário, outros casos facilmente poderão ser registrados em outras regiões.

Supeita da presença da cepa indiana no Ceará

Mas não foi só por lá que a nova variante pode ter aparecido. Na segunda-feira, 17 de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) notificou um caso suspeito da variante indiana do coronavírus no Ceará. No dia seguinte, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) realizou visita técnica ao local de isolamento de um passageiro que veio da Índia e desembarcou em Fortaleza no dia 9 de maio. A pasta comunicou sobre a notificação somente na sexta-feira, 21.

"O itinerário do paciente foi Índia-Catar-São Paulo-Fortaleza. É um paciente assintomático. Fez os protocolos da empresa: dois testes RT-PCR que deram negativo antes de viajar. Quando ele chegou, fez novos exames e foi verificada a positividade da Covid-19", explica Magda Almeida, secretária-executiva de Vigilância e Regulação da Sesa.

De acordo com informações da Sesa, o homem, de 35 anos, realizou dois testes para detectar o coronavirus, nos dias 10 e 11 de maio; ambos resultaram positivo. Uma semana depois, no dia 18, um novo teste já não detectou a presença do vírus no organismo do viajante.

"É um paciente com carga viral baixa e a gente entende que tem uma baixa probabilidade de contaminação, ainda mais seguindo os protocolos", enfatiza Magda Almeida. "A Fiocruz deu até o final da próxima semana para que o isolamento genético seja concluído e a gente possa avaliar se há confirmação dessa variante indiana em território nacional", explica.

Pará é mais um estado onde há suspeita de infecção com a cepa indiana

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) anunciou na noite do sábado, 22, que investiga dois casos suspeitos de infecção pela "variante indiana" B.1.617 do coronavírus no município de Primavera. Os pacientes teriam visitado o litoral do Maranhão, onde a cepa foi identificada na última semana, antes de apresentarem os sintomas.

Primavera fica a cerca de 193 quilômetros da capital Belém e, de acordo com a Sespa, os dois pacientes estiveram em Porto de Itaqui, no litoral maranhense, antes de contraírem o vírus. A secretaria informa que eles já estão sendo monitorados e em isolamento, e que as amostras de ambos foram encaminhadas para sequenciamento no Instituto Evandro Chagas.

São Paulo prepara barreira sanitária contra cepa indiana

No sábado (23), o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, participou de uma reunião online com o ministro Marcelo Queiroga para propor barreiras sanitárias no acesso à capital paulista. O objetivo é atuar na entrada de pessoas provenientes do Maranhão e da Argentina, nos aeroportos, rodoviárias e rodovias para evitar a circulação da nova variante indiana da Covid-19 na capital.

Pernambuco sem registro de suspeitas da cepa indiana

O Estado de Pernambuco não registrou qualquer caso suspeito da variante B.1.617 do novo coronavírus. Na sexta-feira (22) um navio atracou no Porto de Suape, em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. Quatro tripulantes filipinos apresentarem sintomas da covid-19. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi determinada a testagem dos suspeitos.

O anúncio da Agência se deu um dia após o Maranhão confirmar novos casos de covid-19 provocados pela variante do coronavírus B.1.617, originada na Índia, que tem preocupado o mundo em decorrência da sua fácil disseminação.

No entanto, segundo nota da Anvisa, divulgada neste sábado (22), "os quatro tripulantes que desembarcaram para atendimento médico tiveram resultado não detectado nas testagens para o novo coronavírus."

Também conforme a Anvisa, "um dos tripulantes recebeu alta clínica e autorização para retorno à embarcação. Os demais permanecem sob cuidados da unidade hospitalar", explicou a agência, sem informar qual hospital eles estão.

O navio FLAG FILIA "segue em quarentena, sob impedimentos de operação e desatracação, em área do Porto de Suape", esclareceu o órgão federal, destacando ainda que os "tripulantes que seguem embarcados serão todos submetidos a coletas para análise laboratorial".

A embarcação está com 21 tripulantes isolados. Os quatro que fizeram exames no Estado apresentaram sintomas como dificuldade respiratória, febre e tosse desde o último 14 de maio. O acesso à embarcação do navio está proibido, exceto a subida a bordo de profissionais para atenção médica.

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