PANDEMIA

Plano de convivência e flexibilização econômica: relembre período após 1ª quarentena em Pernambuco


A terceira reportagem da série especial 'Covid-19, o mundo em pandemia' foi exibida nesta quarta-feira (17), na TV Jornal

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 17/03/2021 às 15:00
Wellington Lima / JC Imagem
FOTO: Wellington Lima / JC Imagem
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A pandemia do novo coronavírus (covid-19) transformou 2020 em um ano de muitas perdas e desafios para todos. Nessa segunda-feira (15), foi iniciada, a série especial 'Covid-19, o mundo em pandemia', da TV Jornal, para relembrar o impacto da chegada do vírus, no Estado de Pernambuco.

A série tem cinco reportagens e a terceira, exibida nesta quarta-feira (17), mostra que, após enfrentar a quarentena mais rígida, o comércio, a indústria e setor de serviços ficaram devastados. Porém, uma notícia parecia trazer uma luz no fim do túnel para todos os setores: o plano de convivência com o coronavírus e a flexibilização das atividades econômicas.

Ao atingir 75% de isolamento social durante a quarentena mais rígida, o governo anunciou o plano com 11 etapas, que não combatia o vírus, mas dava aos pernambucanos a chance de conviver com ele diariamente, com um mínimo de segurança. O plano foi uma forma de dar início à recuperação econômica do Estado, que já registrava queda de 10% em relação a 2019.

Protocolos

Porém, para abrir as portas dos setores novamente, a população precisou se adequar e seguir à risca protocolos sanitários, fazendo o uso adequado da máscara, por exemplo, que passou a ser obrigatório para clientes e funcionários. O protocolo também determinava a disponibilização de álcool 70 para todos e a demarcação do piso do estabelecimento para evitar aglomeração. Esses foram pontos comuns que deveriam ser seguidos por todos os setores da economia.

Além disso, a higienização de ambientes, instalação de totens, tapetes sanitizantes, proteções de acrílico e aferição de temperatura também foi importante para combater o vírus nos setores.

"Tudo fez aumentar o custo do empresário. distanciamento, diminuir o número de funcionários, botar pra lá, botar pra cá, álcool gel, máscaras. Foi uma transformação assim na dor. A pessoa ou faz ou faz ou morre", diz Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio.

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Reinvenção

Felipe Cajueiro não era empresário, mas se tornou no período de pandemia. O advogado, de 27 anos, perdeu o emprego logo no início da pandemia. "Os empregos ficaram cada vez mais difíceis, mais do que já eram antes, e aí realmente eu fiquei preocupado porque as contas não paravam de chegar", relatou.

Segundo o IBGE, entre os meses de março e setembro de 2020, 684 mil pernambucanos estavam à procura de emprego. Ao todo, 26 mil a mais do que em 2019. Sem perspectivas de contratação, o advogado Felipe teve de se reinventar. Com a parceria da noiva, apostou num delivery de hambúrguer para sobreviver.

"Se deus quiser, em um futuro a pequeno/médio prazo, a gente vai tá sim expandindo e colocando um ponto físico pra quem quiser provar ter um lugar pra ir e não só se limitar a pedir em casa", disse Felipe.

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Assim como Felipe, milhares de pernambucanos encontraram a saída da crise financeira no empreendedorismo. Os registros de microempreendedores no Estado aumentaram 2,8% se comparado ao ano anterior. No plano de reabertura, os estabelecimentos com serviços de delivery tiveram prioridade.

Reabertura

Depois, aos poucos, foram abrindo o comércio atacadista, a construção civil voltou a funcionar, o comércio de rua, shoppings, consultórios, escritórios e etc.

Praias, bares e restaurantes

Em julho, foi a vez do acesso às praias, bares e restaurantes ser flexibilizado. Neste mesmo mês, o Estado registrou 36 mil novos casos da covid-19, o número mais alto de infectados até aquele momento.

Aulas

As aulas presenciais nas escolas públicas e privadas ficaram suspensas até o último minuto. Mais de 200 escolas particulares faliram em 2020. Na ocasião, protestos pressionavam o Governo do Estado para a retomada das aulas presenciais, que aconteceu somente em outubro.

A estudante Joana e a mãe estavam tensas. As aulas online já não traziam muitos resultados. Mesmo com todos os protocolos, a adolescente, de 16 anos, voltou à escola com medo, mas ansiosa pela antiga rotina.

"Foi muito melhor, né? porque eu pude rever amigos, professores e, principalmente, porque eu pude ter o ensino de forma correta, ter à disposição professor muito mais fácil do que aula online", falou Joana.

Adaptações

A reabertura dos setores aconteceu depois de muitas adaptações. Foi então que a expressão 'novo normal' entrou com mais significado na vida dos pernambucanos.

Próxima reportagem

Na reportagem desta quinta-feira (18), você vai ver como o desrespeito às regras sanitárias influenciaram em um novo aumento de casos da covid-19.