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Dexametasona: Estudo aponta remédio que pode reduzir mortes por coronavírus; infectologista fala sobre

O médico infectologista, Felipe Proraska, orientou sobre a utilização da dexametasona

Com informações do Portal Uol
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Publicado em 16/06/2020 às 19:35
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Após a notícia que pesquisadores britânicos dizem ter encontrado um remédio que pode reduzir a incidência de mortes pela covid-19, a TV Jornal entrevistou o médico infectologista, Felipe Proraska, nesta terça-feira (16), para falar sobre a dexametasona e expectativa para se descobrir vacinas ou medicamentos específicos contra o novo coronavírus, que podem salvar a vida de várias pessoas.

‘’Pela primeira vez, (o estudo) começa a dar dados sólidos, com resultados muito bons. Há cinco dias mostrou que hidroxicloroquina não trazia efeitos (contra o coronavírus). (A dexametasona) não serve para todo mundo. É para os pacientes que precisam de oxigênio. Uma dose baixa por 10 dias. É uma medicação que pode trazer efeitos colaterais. Houve resposta em mais 20% dos pacientes, comparado em que não utiliza’’, afirmou o médico.

Uso restrito

De acordo com cientistas da Universidade de Oxford, houve redução de um terço das mortes dos pacientes por coronavírus que necessitavam de oxigênio e receberem a dexametasona. Ainda de acordo com a pesquisa, o remédio não trouxe benefícios para pacientes com casos leves da covid-19.

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‘’É importante dizer que não serve para todo mundo. O uso inadequado, na dose errada e no momento errado vai trazer mais efeitos deletérios do que benefícios. Então, se deve evitar o uso (da dexametasona) fora da unidade hospitalar’’, completou o médico infectologista, Felipe Proraska.

OMS

A dexametasona tem efeito anti-inflamatório e é de baixo custo. Apesar da Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não ter se pronunciado, o Ministério da Saúde do Reino Unido confirmou que vai incluí-lo no tratamento do novo coronavírus.

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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